quarta-feira, 28 de julho de 2010

Campanha publicitária

Outro dia a Renatinha colocou no blog dela uma propaganda que passa na TV lá em Pernambuco, e disse sentir saudades das propagandas toscas das Casas Bahia que passam São Paulo.

Nesse espírito, resolvi compartilhar com vocês a mais recente campanha publicitária do governo para conscientizar o povo a não jogar lixo na rua.

Prestem atenção nos efeitos especiais, na diversidade dos atores (chinês, malaio e indiano - as principais etnias de Singapura) e nas legendas em inglês (apesar do áudio também ser em inglês, a maioria dos programas - até telejornal - têm legenda para facilitar a compreensão).



E aí, você achava que já tinha visto tudo na vida??

Isso é Singapura.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ainda na Copa

Dois dias depois que a Holanda tirou o Brasil da Copa, fomos almoçar com uns amigos brasileiros numa churrascaria.

Assim que o garçom (brasileiro) chegou na nossa mesa trazendo a suculenta picanha, olhou para o único loiro da mesa (com cara de gringo) e perguntou:

- Ele é holandês?

- Sim - respondemos receosos.

- Então ele vai ser o último a ser servido!!!

E assim, meus amigos, é como um garçom em Singapura vingou a derrota do time do Dunga.

sábado, 3 de julho de 2010

Então tá

Decidimos ver o jogo separados. Fui para uma churrascaria brasileira, e ele foi para outro bar com a torcida laranja. No primeiro tempo, um jogaço. Estava feliz mas preocupada por saber que a Holanda se recuperaria no segundo tempo. Os brasileiros ao meu redor tirando sarro dos holandeses, tomando suco de laranja, cantando vitória antes da hora.

O segundo tempo foi aquele lixo. Não preciso comentar aqui porque todo mundo viu o jogo, mas foi tenso. Estava sentada na mesa com uma brasileira e três suíços que aos poucos foram contaminados pela energia brasileira. Também tinha um casal de Gana torcendo para o Brasil. Foram embora assim que o jogo acabou.

Os suíços ainda tentaram nos consolar. Meu telefone não parou um minuto, mensagens chegavam de todos os lados, reclamando, lamentando, oferecendo o sofá cama para eu dormir caso não quisesse voltar pra casa. Minha mãe me ligou (e falei uns palavrões – desculpa mãe!). O Steven me ligou. Minha cunhada me ligou (e essa fiz questão de não atender).

Depois de esfriar a cabeça, fui com minha fiel escudeira Bruna caminhando para o bar onde estava o Steven e nossos amigos holandeses.

Ao chegar lá me surpreendi que (quase) não nos atormentaram. Nos cumprimentaram, falaram um pouco do primeiro tempo e perguntavam o que tinha acontecido no segundo. No geral o sentimento era mais de solidariedade e surpresa do que outra coisa.

Também encontrei alguns ingleses, esses sim entendiam o peso da eliminação.

Fomos para outro bar, onde alguns holandeses desconhecidos tiraram sarro de nós. Para os que botavam o dedo na minha cara, eu mostrava sorrindo as 5 estrelas na camisa (coisa que a Holanda ainda não tem). Mas a maioria vinha cumprimentar, fazer aquela cara de interrogação. O que dizer??

Os poucos brasileiros que restavam naquele bar em Singapura dançaram juntos, sem vergonha de vestir a camisa amarela naquele mar laranja.

É... não foi dessa vez.