terça-feira, 25 de maio de 2010

Vietnã: Hanoi e Halong Bay

Todo ano a empresa do Steven organiza uma viagem de team building para os funcionários, e os cônjuges são bem-vindos (desde que paguem a parte deles, claro). No ano passado fomos para Chiang Mai, na Tailândia, e esse ano o destino escolhido foi o Vietnã, com duas paradas: Hanoi e Halong Bay.

O problema de uma viagem como essa é que você não escolhe o itinerário, nem define horários, refeições, etc. Mas sabendo que teríamos pouco ou nenhum controle sobre a programação, resolvemos relaxar e aproveitar a experiência.

Depois de quase 3 horas de voo, chegamos em Hanoi, a capital do Vietnã. De lá fomos direto para um restaurante que servia frutos do mar (e eu experimentei todos os pratos que vieram parar na mesa, vejam só que progresso). Fomos para o hotel porque no dia seguinte cedo iríamos para Halong Bay.

Foram mais de 4 horas dentro do ônibus, com uma parada. O trânsito no Vietnã é um dos mais caóticos que vi na Ásia, mas ao contrário de outros lugares aqui a ordem é: buzine o máximo possível. A estrada era de mão dupla, ciclistas e motoqueiros andavam a 20 por hora e vacas cruzavam nosso caminho. Literalmente.

Chegamos em Ha Long city, onde pegaríamos o barco que nos levaria passear em Halong Bay – Patrimônio Mundial da UNESCO que consiste em milhares de ilhotas de calcário, um visual realmente deslumbrante. A maior parte das ilhas não são habitadas, por causa do relevo e formato íngrime, mas são repletas de cavernas e grutas de todos os tipos e tamanhos.

Antes de entrar no barco, várias pessoas compraram um nón lá, o típico chapéu vietnamita . Eu comprei só um boné, porque o calor estava de rachar (e o que diabos eu faria com aquele chapéu quando voltasse pra Singapura? Colher arroz é que não, né?).

O barco estava reservado só para nós, e éramos 42 pessoas. Na parte de baixo, mesas (e ventiladores, aleluia), na parte de cima só alguns bancos (e o sol racha-coco). Fizemos duas paradas: em uma vila de pescadores flutuante para comprar o almoço, e na recém-descoberta Thien Cung, a gruta mais impressionante que eu já vi!!



Na volta almoçamos no próprio barco, comemos alguns caranguejos que compramos na vila flutuante e outros frutos do mar que já faziam parte do pacote. Foi gostoso, mas não incrível – e meu estômago está meio estranho até hoje (isso que dá comer bicho complicado!)

Esse tour é o mais básico de Halong Bay, e durou só 4 horas. Não deu nem para o cheiro, porque já tinham me dito que o melhor era fazer um cruzeiro mais longo, de uma ou duas noites, para poder visitar as ilhotas mais distantes (e mais bonitas). Mas fui, vi o básico, e agora preciso voltar para ver direito!

Passamos a noite na cidade, num hotel-cassino que fez a alegria dos nossos colegas singapureanos que são chegados numa jogatina. Eu me contentei com a piscina e com a vista do meu quarto: good morning, Vietnã!



No dia seguinte voltamos para Hanoi (mais 4 horas no busão) e logo fomos para o Old Quarter, passear e explorar a cidade. Só que nessa hora éramos oito, cada um com uma vontade diferente (e a maioria que já conhecia Hanoi e não estava interessada no Water Puppet show, como eu), e acabamos só passando numa padaria francesa e andando pelas ruazinhas do bairro. Atravessar a rua, no Vietnã, não é tarefa para qualquer um. Nosso guia, Tho, nos ensinou que a melhor maneira é brincar de “sticky rice!” (arroz papa) e atravessar em bando.

À noite jantamos num restaurante incrível, o Green Tangerine . Instalado num casarão colonial de 1928, o restaurante serve cozinha de fusão francesa e vietnamita. Vale pelo ambiente, pela comida, pelos vinhos, pelo preço. Recomendo muito!!

Depois fomos encontrar o resto do grupo no Seventeen, uma baladinha estilo faroeste americano legalzinha. Digo legalzinha porque quando finalmente começamos a animar, eles acenderam as luzes e o DJ foi embora. Hanoi é bem rígida nesse sentido e é difícil encontrar um lugar que fique aberto até muito depois da meia noite. É frustrante ser varrido tão cedo, mas sempre teremos o bar do hotel para nos acolher!

Minha impressão do Vietnã foi a melhor possível. É caótico, é diferente, é Ásia. Não sei se sou eu que já me acostumei com o esquema daqui ou se realmente o Vietnã é especial. Sei que gostei, vou recomendar, e sem dúvida vou voltar!

(até porque ficou faltando fazer tanta coisa que eu prefiro não dar muitas dicas nesse post, a não ser: se for fazer cruzeiro em Halong Bay, não faça o passeio de um dia só porque não é suficiente!)

Fotos no Flickr, as usual!

8 comentários:

  1. Muito bom o post - "as usual"!
    Preciso ir pra essa parte do mundo o mais rápido possível... como é que eu parei com minha vida de viajante antes de conhecer tudo isso?!?!?
    beijos com saudades

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  2. Ai que máximo!!! Dá vontade de atravessar o mundo de novo pra passear mais!
    vou lá ver as fotos. beijo e welcome back!

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  3. Ma!! Que máximo :) Adorei o post e fiquei com vontade de conhecer tuuudo aí, como sempre!
    Beijo e conta mais!

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  4. Eeeeee :) Maximo!
    Ai friend,cada dia tenho mais certeza que vou ter que te visitar de novo ;)

    Ou, e o que eu rolo de rir com os seus posts?!?! Juro, eu vejo você falando!!!
    Beijo
    Ni

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  5. OLÁ !
    Sou um viajante, escritor e colunista de jornal. Estou escrevendo um livro sobre viagens com a idéia de incentivar e ajudar as pessoas a viajar. É o resultado de um grande sonho e projeto, além de muitas pesquisas; O sonho de conhecer as maravilhas que existem na terra ( lugares diferentes, exclusivos, únicos ou pouco conhecidos, além dos tradicionais ) e também a realização e comprovação de que é possível viajar ao invés da necessidade inerente e avassaladora comum de consumo dos seres humanos e das sociedades.
    Tenho uma coluna no jornal site Paraná Online ( abaixo ) e já publiquei alguns textos em outros meios de comunicação. Estou ampliando a divulgação, pois tenho convicção que será um excelente livro de incentivo ao turismo e viagens, com roteiros e dicas importantes baseadas em experiências e argumentos contundentes de que viajar não é só para ricos e sim para aqueles que se esforçam e vêem o mundo como um só, com a possibilidade de cultura e conhecimento.

    Convido para visitar o site e o blog. Qualquer idéia, elogio ou crítica são importantes para mim e se puder passar alguma dica ou indicação com relação a uma futura possível edição, apoio ou divulgação da idéia, também agradeço muito. Se por um acaso tiver algum site, blog ou saiba de alguém que o tenha e queira também fazer parceria em divulgação, já tenho alguns PARCEIROS expostos em minha primeira página do BLOG que está sendo muito visitado, no Brasil e no exterior por vários países e territórios por todos os continentes da terra...
    POR FAVOR, ENCAMINHE AOS SEUS CONTATOS QUE GOSTEM DO ASSUNTO.

    Estou planejando uma viagem para a ÁSIA ano que vem e vou passar em HALNG BAY ... poderia me ajudar respondendo se MARÇO ou ABRIL são meses bons para ir sem chuva ?

    Muito obrigado.
    Aguardo seu retorno e sua visita no blog ( Por favor, escolha um dos destinos e deixe seu comentário ).
    Felicidades, paz, saúde, bons negócios, sucesso...e boas viagens !

    Marcelo Kasprzak
    www.omundoseuviaje.blogspot.com
    “ O MUNDO É SEU VIAJE ! “ Para você que deseja conhecer o lugar dos seus sonhos !
    “THE WORLD IS YOURS, TRAVEL !“ For you who want to know the place of your dreams !
    www.parana-online.com.br/canal/viagem-e-turismo
    omundoseuviaje@hotmail.com

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  6. Agora podemos encontrar Non La no Brasil.. Ebaa

    http://www.wix.com/nonlabrazil/nonla-brazil

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  7. Antes de entrar no barco, várias pessoas compraram um nón lá, o típico chapéu vietnamita . Eu comprei só um boné, porque o calor estava de rachar (e o que diabos eu faria com aquele chapéu quando voltasse pra Singapura? Colher arroz é que não, né?).

    Esse seu comentário foi muito infeliz . Acima de tudo um Nón Lá é o símbolo do Vietnam usado por ricos e pobres , crianças , adultos inclusive os camponeses ( plantadores de Arroz ) Sua falta de sensibilidade demerece sua ida a um pais tão lindo e com um povo tão gentil como os Vietnamitas. ( ... lamentavel )

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