terça-feira, 18 de maio de 2010

Jakarta - indonésia

Quando nossa querida amiga Cris foi de mudança para Jakarta, prometi que faria uma visita. E já no mês seguinte comecei a planejar com mais duas amigas um “girl’s weekend” – iríamos no começo de maio, para comemorar o aniversário da Cris em grande estilo!

Compramos a passagem com tanta antecedência que custou só 72 SGD (+/- 90 reais). Claro que escolhemos a opção mais barata: companhia budget, e só com mala de mão (nessas companhias paga-se mais para despachar bagagem. Paga-se mais para qualquer coisa, até água no avião!). Afinal de contas quem precisa de muita coisa para passar 3 dias em Jakarta?

E lá fomos nós, compactas e com mini malas. A chegada foi tranquila, deixamos todos os desesperados descerem do avião antes (aqui eles também levantam antes do avião parar, como se fosse um busão) e fomos as últimas a sair. Paramos no guichê para pagar os 25 dólares de taxa para o visto e passamos na imigração sem stress nenhum. Não tínhamos bagagem para pegar, então fomos direto para a saída onde a Cris nos esperava (e o motorista risonho gelava o ar-condicionado do carro).

Logo na chegada me impressionei com o quanto Jakarta parecia São Paulo. O trânsito era um pouco pior (sim, isso é possível), e estava escuro, mas foi essa a primeira impressão que tive.

No dia seguinte fomos direto para o cabelereiro. Chiquérrimas, com o risonho no volante, chegamos no salão do Roberto – o italiano que mistura espanhol com português com inglês com bahasa indonesia com italiano enquanto fala. Banho de creme e escova, que em Singapura custariam uma bela grana, saíram baratérrimo. E a massagem de meia hora que o carinha fez na minha cabeça durante o banho de creme foi tão boa que pensei em largar todas as roupas para trás e botar aquele homenzinho na mala de mão. Seguramente tinha espaço suficiente!

O dia tem que ser muito bem planejado em Jakarta, porque o trânsito é tão intenso que nunca se sabe quanto tempo leva para ir de um lugar para o outro. Mas nós éramos quatro, uma falando mais que a outra, e estávamos bem entretidas. Eu só parava de falar de vez em quando para respirar e sentir pena do motorista, preso no trânsito e no carro com as quatro tagarelas.

Os programas noturnos foram bem intensos: fomos na Bibliotheque, um restaurante/bar/balada bem descoladinha, no Loewy, um restaurante super legal com um steak maravilhoso, música boa, gente bonita, comida excelente, e na Bats, uma balada no hotel Shangri-la . Música ao vivo (prefiro a banda do Insomnia em Singa), DJ excelente (com um cabelo black power gigante e um mega estilo, bombou a pista nos intervalos da banda) e uma fauna muito interessante. Uma mistura de gringos e locais, expatriados e putas. Sim, Jakarta é uma daquelas cidades asiáticas onde você encontra moças da vida em todo lugar (eu encontrei umas que tentaram interagir comigo no banheiro do restaurante). Ignore-as e seja feliz.

Durante o dia nos dedicávamos às compras e passeios nos shoppings, afinal de contas Jakarta não é uma cidade famosa pela beleza ou atrações turísticas. Não compramos nada em shopping, já que a Cris nos alertou que mesmo nas lojas de marca não há garantia da procedência do produto. Mesmo sendo mais barato do que Singa, melhor não comprar nada correndo o risco de ser fake, certo?

No sábado resolvemos explorar o lado wild da cidade. Demos folga para nossa hostess curtir o sábado com o marido e a filha, e fomos as três turistonas às compras. Compramos bijoux de prata, objetos de decoração e terminamos o dia em Mangga Dua – um passeio que recomendo mais pela experiência socio-antropologica do que pelas compras (até porque a maioria das coisas são falsas). Levamos mais de 1 hora e meia para chegar, e ficamos exatos 25 minutos em um dos shoppings (eram vários, mas um foi suficiente). Me senti cruzando a ponte da Amizade e chegando no Paraguai. Quem já foi para o Paraguai sabe do que eu estou falando.

E quando chegamos em casa a Cris nos falou que tínhamos ido ao shopping errado. Que pena, mas não pretendo voltar lá nunca mais nem pra ir ao shopping certo. Dizem que temos que ver de tudo nessa vida. Bom, Mangga Dua está visto. Não volto mais.

No último dia passei a manhã brincando com a Isa, a filha foférrima da Cris, que apesar de ter nascido nas Filipinas, morado em Singapura e Jakarta, e ter pai dinamarquês, chamava a gente de “meninaix” ( mãe carioca... isso pega!). E terminamos o final de semana maravilhoso em um churrasco na casa de uma amiga da Cris, da comunidade latina, que recebeu super bem mais 3 bocas brasileiras. Conhecemos muita gente legal, comemos até mandioca (à moda venezuelana). E foi nesse almoço que vi que o meu espanhol está mais enferrujado que eu pensava, e acabei tendo que apelar para o inglês mais de uma vez. Shame on me.

Jakaca, como a Cris carinhosamente chama a cidade, é muito agitada e muito mais barata que Singa. Mas não sei se eu me adaptaria morando naquela bagunça – além do trânsito, não consigo entender uma cidade daquele tamanho sem calçadas (literalmente). Se tiver que viver no caos (e puder escolher), escolho o caos de São Paulo, onde pelo menos as loucuras me são familiares.

Mas para passar um final de semana, com certeza vou voltar (e levar o Steven comigo). Jakaca é diversão garantida!

2 comentários:

  1. AMIGA, to rindo sozinha da descricao do motorista, e do Roberto... hahaha
    VOLTEM MAIS VEZES!! PLEASE!! Foi legal demais!!
    Super beijo e saudades!!!!!

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  2. Hehehe
    Acho que é um daqueles lugares que eu só iria mesmo se tivesse alguém pra visitar... mas isso sou eu, a anti-social, xenófoba que detesta caos e multidão. O legal é a visita, o tempo passado entre amigos.
    Mas o fato é que adoro suas desventuras pela Ásia!
    beijo

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