segunda-feira, 31 de maio de 2010

Visitas!

Semana passada o Bed and Breakfast da mc entrou em funcionamento novamente!

Recebi a visita da Nani, que é uma super amiga de uma amiga super querida, e que só tinha visto duas vezes na vida. Ela está fazendo uma viagem volta ao mundo de 1 ano e vai passar 26 países – e como é que eu poderia deixá-la ficar num hotel em Singapura?

Fiz questão que ela ficasse na minha casa, dei cama, comida, roupa lavada e fiz até pão de queijo! Levei ela fazer compras, o pé, a mão, comer sushi, filé mignon, tomar suco com gelo (um luxo em alguns países) – e em contrapartida ouvi estórias incríveis de viagens, fiquei sabendo como é fazer a trilha no Nepal, como é se hospedar com os nômades da Mongólia e dormir com os animais dentro da casa (pra eles não morrerem de frio), e entendi um pouco mais como a Índia funciona (país que ela visita há 10 anos e conhece muito bem).

Batemos altos papos, demos muita risada, e fiquei muito feliz em poder oferecer um lar para ela poder descansar entre tantas viagens, trilhas, mochilas e comida ruim.

Depois chegou a irmã dela, Carolina, outra fofa, que também se hospedou aqui em casa por duas curtas noites, antes de seguirem juntas para Bali. O tempo da Carol aqui foi muito curto (e com muito jet leg), mas pelo menos ela pode ver um pouquinho de como é Singa!!

Hoje de manhã as irmãs foram embora... O tempo passou tão rápido, adorei as meninas e queria que elas pudessem ter ficado mais, mas tenho certeza que vão se divertir horrores em Bali, e que mais cedo ou mais tarde a gente se encontra por aí (ou aqui)!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Vietnã: Hanoi e Halong Bay

Todo ano a empresa do Steven organiza uma viagem de team building para os funcionários, e os cônjuges são bem-vindos (desde que paguem a parte deles, claro). No ano passado fomos para Chiang Mai, na Tailândia, e esse ano o destino escolhido foi o Vietnã, com duas paradas: Hanoi e Halong Bay.

O problema de uma viagem como essa é que você não escolhe o itinerário, nem define horários, refeições, etc. Mas sabendo que teríamos pouco ou nenhum controle sobre a programação, resolvemos relaxar e aproveitar a experiência.

Depois de quase 3 horas de voo, chegamos em Hanoi, a capital do Vietnã. De lá fomos direto para um restaurante que servia frutos do mar (e eu experimentei todos os pratos que vieram parar na mesa, vejam só que progresso). Fomos para o hotel porque no dia seguinte cedo iríamos para Halong Bay.

Foram mais de 4 horas dentro do ônibus, com uma parada. O trânsito no Vietnã é um dos mais caóticos que vi na Ásia, mas ao contrário de outros lugares aqui a ordem é: buzine o máximo possível. A estrada era de mão dupla, ciclistas e motoqueiros andavam a 20 por hora e vacas cruzavam nosso caminho. Literalmente.

Chegamos em Ha Long city, onde pegaríamos o barco que nos levaria passear em Halong Bay – Patrimônio Mundial da UNESCO que consiste em milhares de ilhotas de calcário, um visual realmente deslumbrante. A maior parte das ilhas não são habitadas, por causa do relevo e formato íngrime, mas são repletas de cavernas e grutas de todos os tipos e tamanhos.

Antes de entrar no barco, várias pessoas compraram um nón lá, o típico chapéu vietnamita . Eu comprei só um boné, porque o calor estava de rachar (e o que diabos eu faria com aquele chapéu quando voltasse pra Singapura? Colher arroz é que não, né?).

O barco estava reservado só para nós, e éramos 42 pessoas. Na parte de baixo, mesas (e ventiladores, aleluia), na parte de cima só alguns bancos (e o sol racha-coco). Fizemos duas paradas: em uma vila de pescadores flutuante para comprar o almoço, e na recém-descoberta Thien Cung, a gruta mais impressionante que eu já vi!!



Na volta almoçamos no próprio barco, comemos alguns caranguejos que compramos na vila flutuante e outros frutos do mar que já faziam parte do pacote. Foi gostoso, mas não incrível – e meu estômago está meio estranho até hoje (isso que dá comer bicho complicado!)

Esse tour é o mais básico de Halong Bay, e durou só 4 horas. Não deu nem para o cheiro, porque já tinham me dito que o melhor era fazer um cruzeiro mais longo, de uma ou duas noites, para poder visitar as ilhotas mais distantes (e mais bonitas). Mas fui, vi o básico, e agora preciso voltar para ver direito!

Passamos a noite na cidade, num hotel-cassino que fez a alegria dos nossos colegas singapureanos que são chegados numa jogatina. Eu me contentei com a piscina e com a vista do meu quarto: good morning, Vietnã!



No dia seguinte voltamos para Hanoi (mais 4 horas no busão) e logo fomos para o Old Quarter, passear e explorar a cidade. Só que nessa hora éramos oito, cada um com uma vontade diferente (e a maioria que já conhecia Hanoi e não estava interessada no Water Puppet show, como eu), e acabamos só passando numa padaria francesa e andando pelas ruazinhas do bairro. Atravessar a rua, no Vietnã, não é tarefa para qualquer um. Nosso guia, Tho, nos ensinou que a melhor maneira é brincar de “sticky rice!” (arroz papa) e atravessar em bando.

À noite jantamos num restaurante incrível, o Green Tangerine . Instalado num casarão colonial de 1928, o restaurante serve cozinha de fusão francesa e vietnamita. Vale pelo ambiente, pela comida, pelos vinhos, pelo preço. Recomendo muito!!

Depois fomos encontrar o resto do grupo no Seventeen, uma baladinha estilo faroeste americano legalzinha. Digo legalzinha porque quando finalmente começamos a animar, eles acenderam as luzes e o DJ foi embora. Hanoi é bem rígida nesse sentido e é difícil encontrar um lugar que fique aberto até muito depois da meia noite. É frustrante ser varrido tão cedo, mas sempre teremos o bar do hotel para nos acolher!

Minha impressão do Vietnã foi a melhor possível. É caótico, é diferente, é Ásia. Não sei se sou eu que já me acostumei com o esquema daqui ou se realmente o Vietnã é especial. Sei que gostei, vou recomendar, e sem dúvida vou voltar!

(até porque ficou faltando fazer tanta coisa que eu prefiro não dar muitas dicas nesse post, a não ser: se for fazer cruzeiro em Halong Bay, não faça o passeio de um dia só porque não é suficiente!)

Fotos no Flickr, as usual!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Matéria

Gente, olha que legal!

Meu blog foi citado em um site de Portugal especializado em viagens, numa matéria sobre diferenças culturais em Singapura.

Cliquem aqui para ver a matéria: http://www.viagens.pt/destinos-de-viagem/asia/1291-diferencas-culturais-em-singapura-conheca-e-evite-problemas.html

E se estiverem planejando uma viagem, no www.hotel.pt você pode fazer reservas online em hotéis do mundo todo!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Jakarta - indonésia

Quando nossa querida amiga Cris foi de mudança para Jakarta, prometi que faria uma visita. E já no mês seguinte comecei a planejar com mais duas amigas um “girl’s weekend” – iríamos no começo de maio, para comemorar o aniversário da Cris em grande estilo!

Compramos a passagem com tanta antecedência que custou só 72 SGD (+/- 90 reais). Claro que escolhemos a opção mais barata: companhia budget, e só com mala de mão (nessas companhias paga-se mais para despachar bagagem. Paga-se mais para qualquer coisa, até água no avião!). Afinal de contas quem precisa de muita coisa para passar 3 dias em Jakarta?

E lá fomos nós, compactas e com mini malas. A chegada foi tranquila, deixamos todos os desesperados descerem do avião antes (aqui eles também levantam antes do avião parar, como se fosse um busão) e fomos as últimas a sair. Paramos no guichê para pagar os 25 dólares de taxa para o visto e passamos na imigração sem stress nenhum. Não tínhamos bagagem para pegar, então fomos direto para a saída onde a Cris nos esperava (e o motorista risonho gelava o ar-condicionado do carro).

Logo na chegada me impressionei com o quanto Jakarta parecia São Paulo. O trânsito era um pouco pior (sim, isso é possível), e estava escuro, mas foi essa a primeira impressão que tive.

No dia seguinte fomos direto para o cabelereiro. Chiquérrimas, com o risonho no volante, chegamos no salão do Roberto – o italiano que mistura espanhol com português com inglês com bahasa indonesia com italiano enquanto fala. Banho de creme e escova, que em Singapura custariam uma bela grana, saíram baratérrimo. E a massagem de meia hora que o carinha fez na minha cabeça durante o banho de creme foi tão boa que pensei em largar todas as roupas para trás e botar aquele homenzinho na mala de mão. Seguramente tinha espaço suficiente!

O dia tem que ser muito bem planejado em Jakarta, porque o trânsito é tão intenso que nunca se sabe quanto tempo leva para ir de um lugar para o outro. Mas nós éramos quatro, uma falando mais que a outra, e estávamos bem entretidas. Eu só parava de falar de vez em quando para respirar e sentir pena do motorista, preso no trânsito e no carro com as quatro tagarelas.

Os programas noturnos foram bem intensos: fomos na Bibliotheque, um restaurante/bar/balada bem descoladinha, no Loewy, um restaurante super legal com um steak maravilhoso, música boa, gente bonita, comida excelente, e na Bats, uma balada no hotel Shangri-la . Música ao vivo (prefiro a banda do Insomnia em Singa), DJ excelente (com um cabelo black power gigante e um mega estilo, bombou a pista nos intervalos da banda) e uma fauna muito interessante. Uma mistura de gringos e locais, expatriados e putas. Sim, Jakarta é uma daquelas cidades asiáticas onde você encontra moças da vida em todo lugar (eu encontrei umas que tentaram interagir comigo no banheiro do restaurante). Ignore-as e seja feliz.

Durante o dia nos dedicávamos às compras e passeios nos shoppings, afinal de contas Jakarta não é uma cidade famosa pela beleza ou atrações turísticas. Não compramos nada em shopping, já que a Cris nos alertou que mesmo nas lojas de marca não há garantia da procedência do produto. Mesmo sendo mais barato do que Singa, melhor não comprar nada correndo o risco de ser fake, certo?

No sábado resolvemos explorar o lado wild da cidade. Demos folga para nossa hostess curtir o sábado com o marido e a filha, e fomos as três turistonas às compras. Compramos bijoux de prata, objetos de decoração e terminamos o dia em Mangga Dua – um passeio que recomendo mais pela experiência socio-antropologica do que pelas compras (até porque a maioria das coisas são falsas). Levamos mais de 1 hora e meia para chegar, e ficamos exatos 25 minutos em um dos shoppings (eram vários, mas um foi suficiente). Me senti cruzando a ponte da Amizade e chegando no Paraguai. Quem já foi para o Paraguai sabe do que eu estou falando.

E quando chegamos em casa a Cris nos falou que tínhamos ido ao shopping errado. Que pena, mas não pretendo voltar lá nunca mais nem pra ir ao shopping certo. Dizem que temos que ver de tudo nessa vida. Bom, Mangga Dua está visto. Não volto mais.

No último dia passei a manhã brincando com a Isa, a filha foférrima da Cris, que apesar de ter nascido nas Filipinas, morado em Singapura e Jakarta, e ter pai dinamarquês, chamava a gente de “meninaix” ( mãe carioca... isso pega!). E terminamos o final de semana maravilhoso em um churrasco na casa de uma amiga da Cris, da comunidade latina, que recebeu super bem mais 3 bocas brasileiras. Conhecemos muita gente legal, comemos até mandioca (à moda venezuelana). E foi nesse almoço que vi que o meu espanhol está mais enferrujado que eu pensava, e acabei tendo que apelar para o inglês mais de uma vez. Shame on me.

Jakaca, como a Cris carinhosamente chama a cidade, é muito agitada e muito mais barata que Singa. Mas não sei se eu me adaptaria morando naquela bagunça – além do trânsito, não consigo entender uma cidade daquele tamanho sem calçadas (literalmente). Se tiver que viver no caos (e puder escolher), escolho o caos de São Paulo, onde pelo menos as loucuras me são familiares.

Mas para passar um final de semana, com certeza vou voltar (e levar o Steven comigo). Jakaca é diversão garantida!