sábado, 17 de abril de 2010

Macau - parte II

Para o jantar escolhemos um restaurante português – evidente, já que esse era o principal motivo da nossa ida a Macau. Antonio’s era o mais bem cotado no guia (também recomendado pelo guia Michelin), e ficava em Taipa (outra ilha do território) e lá fomos nós sem reserva nem nada.

Pegamos um táxi, que obviamente não falava inglês – e muito menos português. Aparentemente só os moradores mais antigos ainda falam português. Também imagino que haja uma pequena comunidade portuguesa, como a que encontramos no Caravela ou na escola, mas a maioria é mesmo chinesa. Ficamos muito pouco tempo lá para entender algumas coisas.

Tinha levado o endereço do restaurante escrito num papel, mas com o nome da rua em português, ao invés de chinês (até porque aqueles desenhinhos não me dizem nada). Por nada o taxista encontrava o lugar, até pediu para nós falarmos por rádio com a central, mas eles também não conheciam a tal Rua dos Negociantes.

Finalmente descemos do táxi e tentamos pedir informações em duas lojinhas, sem sucesso – quando eu perguntava se alguém fala inglês ou se poderia nos ajudar, ninguém sequer olhava para nossa cara. Achei o povo muito antipático e saí debatendo com o Steven sobre como brasileiros ou holandeses reagiriam nessa situação. Acho que dificilmente no Brasil um casal de turistas bem vestidos seria ignorado dentro de uma loja de conveniências ao pedir informações. Mas enfim, Macau não é o Brasil – e brasileiro é um povo arroz de festa, que adora um gringo.

Continuamos andando por umas ruazinhas muito simpáticas, tipo uma antiga vila portuguesa, lutando contra o mau humor e a fome, até que finalmente encontramos a tal rua. O restaurante era bem pequeno mas muito charmoso, e mesmo sem reserva conseguimos a última mesa disponível (mas para quem for seguir a dica, recomendo fazer reserva para não correr riscos!), no último andar da casinha.

De cara vi o Antonio, o dono e chef, e fui recebida por alguns funcionários que falavam português. Fizeram a maior festa para a brasileira em Macau (imagino o que teriam dito se soubessem do meu apelido). Nosso garçom era filipino, e se desculpou por “só” saber falar inglês e cantonês. Ele nos serviu muito bem a noite inteira, da entrada (queijo de cabra na torrada com azeite de oliva, balsâmico e mel; e chouriço) à sobremesa (serradura) – e para gente assim dá gosto dar gorjeta. E eu me esbaldei a noite inteira, principalmente no bacalhau com natas. Saí de lá feliz e satisfeita, com vontade de voltar no dia seguinte e recomendar o Antonio’s para todo mundo.

Depois de pagar a conta fomos andando (na verdade, rolando) até o Venetian, um dos principais cassinos de lá. Em Macau há mais ou menos 30 cassinos – mas como eu não jogo e só tínhamos uma noite na cidade, resolvemos ir logo no maior do mundo para ver como é que era (o Venetian Macau é três vezes maior do que sua sede em Las Vegas).

A palavra para definir aquele lugar é SURREAL. O tamanho, a decoração, o volume de pessoas, o tamanho das apostas... Lojas de luxo, restaurantes, lustres monstruosos e muitas, muitas luzinhas. Andamos pela sala de jogos gigantesca, brincamos uma vez nas slot machines, tomamos uma cerveja no bar e fomos embora.

Talvez num dia em que tivéssemos acordado mais tarde (acordar às 4h da manhã deixa qualquer um sem energia às 23h) ou comido menos no jantar (sem arrependimentos, valeu cada caloria!) tivéssemos ficado mais tempo para explorar as outras partes do cassino, como o canal com gôndolas ou o bar da Moet&Chandon que meu amigo Márcio indicou, ou o Lion Bar no MGM Casino - mas dessa vez simplesmente não deu.

Voltamos para o hotel, capotamos e no dia seguinte cedinho pegamos a balsa para Honk Kong.

2 comentários:

  1. Nossa, você devia ter contado seu apelido pra turma do restaurante... ia virar a cliente favorita ever! hahaha

    Eu já acho cassino um ambiente surreal sempre, apesar de ter adorado o de Paradise Island em Nassau - o hotel é lindo, o cassino é, bem, um cassino. Não posso começar a imaginar como é Las Vegas, e só de ver sua descrição do tamanho deste, atordoa. Fora que as pessoas perdem total a noção do tempo dentro desses ambientes - é de propósito, para não pararem de jogar. As maquininhas são slot machines, ou caça-níqueis. A única coisa que eu também joguei, em Nassau.

    Muito legal! Agora quero ver HK!!!

    ResponderExcluir
  2. Slot machines, atualizado! Tks!
    É atordoante, mas quando em Roma...... bjs nylse!

    ResponderExcluir