sexta-feira, 30 de abril de 2010

Novidade

Sabe qual a última novidade?

Vou trabalhar como voluntária de tradução e interpretação dos primeiros Jogos Olímpicos da Juventude ever!

Meu trabalho será facilitar a comunicação dos jovens atletas (de 14 a 18 anos) de língua portuguesa que vem do Brasil, Portugal, Moçambique e Angola!



Então de 16 a 26 de agosto podem me procurar na Globo! ;)



PS- provando que nem só de chá da tarde vive a expatriada!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Chá da tarde

Mulheres que não trabalham se encontram para almoçar e tomar café. Num país com tanto expatriado, não é difícil ter um monte de esposas/namoradas/noivas que não querem ou ainda não encontraram trabalho (lá vou eu de novo beirando um assunto delicado, mas deixa pra lá).

Além dos almoços e cafezinhos, a tradição aqui é tomar chá da tarde na casa das amigas. Mas esses eventos não são muito espontâneos, pelo contrário: são planejados com antecedência. Algumas vezes acontece por causa de alguma ocasião (aniversário, casa nova, viagem), outras por ocasião nenhuma.

Eu já fui a alguns desses chás, mas vou menos agora que a Cris (nossa grande promotora de chás) mudou para Jakarta. Mesmo assim, continua sendo uma atividade relativamente frequente, e desde que mudei para o apartamento queria oferecer um chá em casa – mas sempre arranjava uma desculpa: “não tenho louça”, “não sei cozinhar nada”, “não tenho tempo”.

Finalmente resolvi parar com as desculpas, comprei as louças numa mega promoção, resolvi fazer algumas receitas que já tinha feito antes e arriscar outras novas.

Marquei a data, convidei algumas poucas amigas (porque na lata de sardinha em que vivo se você colocar muita gente alguém vai cair pela janela), e escolhi o menu:

- Torta de maçã holandesa

- Cupcakes de chocolate

- Pão de queijo

- Queijos, hommus e torradinhas

- Mini muffim com sotaque mediterrâneo (receita da minha amiga Bailandesa)


Para beber, suco, coca light e vinho – porque a última coisa que se bebe nesses chás da tarde é chá!

Os preparativos foram trabalhosos (comecei a cozinhar dois dias antes!), nunca tinha feito uma festa assim em que eu mesma cozinharia tudo! Mas foi muito divertido, fiz tudo com prazer, arrumei a casa toda e fiquei torcendo para as comidinhas terem ficado gostosas!

No final das contas o chá foi um sucesso. De 10 convidadas faltaram só duas, as comidas deram certo - apesar do meu perfeccionismo agudo insistir que a torta de maçã estava meio queimadinha e que a cobertura dos cupcakes estava muito amarga. O grande destaque da tarde foram os pães de queijo. Todo mundo aprovou, mas o que me deixou feliz mesmo foi minha amiga mineira elogiando e pedindo a receita!

sábado, 24 de abril de 2010

1 ano!

Hoje faz um ano que chegamos em Singapura. Lembro bem das primeiras impressões: do aeroporto mega moderno, do bafo quente e úmido na fila do táxi, do pneu furado, dos canteiros floridos e ruas arborizadas...

Nunca morei tanto tempo fora do Brasil assim - todas as outras vezes foram de, no máximo, 6 meses. Gosto muito de morar aqui e acho que tenho uma visão bem realista de como as coisas funcionam. E mesmo assim ainda tenho dificuldade de entender algumas coisas (como por exemplo, porque as pessoas não sabem andar na rua) - mas isso tenho até em Piracicaba, onde morei 17 anos.

Adaptados? Eu diria que sim, e muito.

Em um ano, aprendemos muito, conhecemos muita gente, e viajamos muito: Tailândia (alguma vezes), Malásia (outras tantas),Indonésia, Camboja, Hong Kong e Macau. Como disse meu amigo Marcelo, estamos brincando de war. E ainda não estamos satisfeitos! Ainda tem muitos lugares que queremos conhecer.

Mas para comemorar a ocasião, nada melhor do que fazer o que fizemos na nossa primeira noite aqui um ano atrás: ir à festa do Dia da Rainha (da Holanda).

Foi assim que afogamos o jet leg e conhecemos alguns de nossos principais amigos aqui.

Então devidamente vestidos de laranja (a cor "oficial" da família real holandesa - van Oranje), hoje vamos para o clube holandês nos misturar à multidão dos laranjinhas, cantar músicas de carnaval holandês, comer haring, patat e frikandel, e dançar até derreter - coisa que aqui não demora muito para acontecer.

Mas faz parte do charme...

Cheers!!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Hong Kong - parte II

Eu sou fã da Disney, coleciono os filmes, sei as músicas de cor e já fui aos parques de Orlando, da Califórnia e de Paris. Mas mesmo assim não quis insistir muito para o Steven ir para lá porque já tinham me falado que era um parque pequeno e decepcionante para quem já viu os outros.

Mas quando se deparou com as opções para o dia, o Steven escolheu ir para a Disney – talvez por saber que lá ele pelo menos poderia se divertir e gastaria muito menos dinheiro que me levando a um shopping.

Então pegamos logo o Disneyland Express e lá fomos nós!!

O parque é mesmo muito pequeno. Ficamos no total 4 horas lá dentro, e vimos tudo que queríamos ver (só ficou faltando o Dumbo :) ). A fila do Space Mountain durou 10 minutos. A do It’s a Small World, 5. Quando isso aconteceria nos parques dos Estados Unidos? E é por essas e outras que eu acho que a Disney HK vale a pena para:

a) quem é fã (fã mesmo!) da Disney
b) quem tem tempo de sobra
c) quem tem filho pequeno

Mas a melhor parte da história é sobre o Mickey, e preciso explicar porquê tem tanta foto minha com ele. (senta que lá vem a história)

Quando eu tinha uns 13 anos fui com toda a família para a Disney de Orlando. No primeiro dia, logo na entrada do Magic Kingdom, eu vejo o Mickey pela primeira vez e peço para ir lá tirar foto com ele. Mas minha mãe disse que aquele era só o primeiro de cinco dias na Disney e eu ia cansar de ver o Mickey.

Cinco dias se passaram, fui em todos os parques da Disney e nunca mais vi o Mickey. Tanto que no último dia, na hora de ir embora, me fizeram sentar num carrinho que tinha um Mickey de pelúcia gigante e tiraram foto com ele. Se tivesse a foto aqui, postava para vocês verem que eu não estava nada feliz.

Então, quando fiz 15 anos, meus pais me deram de presente uma viagem para os EUA. Passei um mês estudando inglês em Napa Valley, e terminei o período com? Sim, uma viagem para a Disney – dessa vez, da Califórnia.

Dois dias se passaram e não encontrei o Mickey. Pluto, Pateta, Pato Donald, Branca de Neve – mas nada de Mickey. Voltei para o Brasil sem foto com o Mickey.

Alguns anos depois dessa viagem à Califórnia, fui para a Europa estudar. Enquanto morava em Londres, peguei o Eurostar com a Fê, minha amiga, com destino a Paris. A primeira viagem a Paris a gente nunca esquece, e eu tinha vários planos. Queria também ir a Giverny, ver a casa de Monet, mas ela insistiu em ir para a Disney. Topei, compramos o ingresso do parque e atravessamos a rua para comprar o ingresso de Giverny – para então descobrirmos que a casa estaria fechada no dia seguinte. Pronto, mais uma frustração e ainda mais pressão para encontrar o Mickey.

Passamos o dia inteirinho na Disney – andei aquilo tudo de cima a baixo, direita e esquerda. Me recusei a tirar foto com qualquer outro personagem que não fossse o Mickey, mas não adiantou. Só de raiva tirei uma com o Pluto francês, para completar a coleção de fotos de não-Mickeys.

Dez anos se passaram e nunca mais cheguei perto da Disney. Talvez por ressentimento, não sei. Mas quando vi naquela manhã nublada de segunda-feira em HK que os outros passeios não iam rolar, me animei e pensei comigo mesma: essa é a última chance para o Mickey aparecer.

Entramos felizes e sorridentes, pegamos um mapinha e começamos a andar devagar, planejando as atrações que queríamos ver. E quando levanto os olhos do mapa colorido, logo ali na praça principal, quem é que eu vejo? Sim, ele, o MICKEY!!! Com a Minnie! Fui como uma bala arrastando o coitado do Steven pela mão (que já tinha avisado que ele não precisa tirar foto com o Mickey) em direção a fila, e quando chego lá escuto o coordenadorzinho dizer que a sessão estava encerrada e o Mickey estava indo embora.

“Let me tell you a story” foi o que disse para o carinha quando me materializei na frente dele em 1 segundo. Contei a história inteira, em detalhes, com sobrancelhas arqueadas para efeito de dramatização. E o nosso novo amigo não só me falou onde e que horas o Mickey apareceria de novo, como ainda me deu um adesivo de “Star Guest”.

Aliviada com a informação, fomos visitando as atrações até dar a hora. Quando finalmente encontramos o tal ponto de encontro, vejo o Mickey se afastando e dando tchau para o povo que continua na fila.

VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO!! Não podia mais acreditar no meu azar. Talvez eu tivesse que aceitar que jamais conheceria o Mickey, que ia estar velha e banguela e ainda contando essa história de como procurei o Mickey em todos os parques do mundo. Talvez o destino quisesse assim. Mas eu não ia desistir sem perguntar mais uma vez.

Abordei um dos fotógrafos do parque, que me disse que o Mickey voltaria em 5 minutos. Acontece que cheguei bem na hora do xixi dele hehehehe.

Fomos para o fim da fila, arrumei o cabelo, dei as instruções fotográficas para o Steven (que a essa altura já devia estar questionando minha sanidade mental) e esperei ansiosamente.

E assim que chegou minha vez, falei para o Mickey que estava procurando por ele há 15 anos, mas que ele era bem menor do que eu imaginava (será porque eu cresci ou porque esse era chinês??). Posei para todas as fotos que o Steven tirou, inclusive aquela que ilustra o momento “até que enfim”, até que outra pessoa assumiu a câmera e ele se rendeu ao momento, vindo posar comigo.



Antes de ir embora, o Mickey ainda quis me dar um abraço – e até a fotógrafa devia estar emocionada, porque a foto saiu meio tremida. Mas não importa. O que importa é que eu finalmente tenho minha foto com o Mickey – e ele não era de pelúcia!





Agora só falta uma Disney para conhecer no mundo... Deixa eu ligar pro Steven pra ver quando vamos pra Tokyo!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Hong Kong – parte I

Chegamos em HK no sábado na hora do almoço. Pegamos um táxi para o hotel, mas a comunicação foi difícil porque o motorista também não falava muito inglês. Acabamos no hotel errado, porque a rede que escolhemos tem mais de uma unidade e nós não imprimimos a confirmação da reserva. Quando finalmente chegamos no hotel certo, chovia. Muita neblina e um friozinho nos acompanhou a viagem toda, o que acabou sendo um mega inconveniente porque várias coisas em Hong Kong são nas alturas e ao ar livre, e de nada adianta pegar o teleférico para subir o morro só pra ver nuvem de perto.

O hotel era o máximo, super recomendo. O quarto era tão confortável (e com um tal de magic glass no banheiro que nunca vi igual) que quando voltei pra casa achando minha própria cama um tédio. A localização era boa e, apesar de não ser no centro ainda é considerado região central – e era do lado do metrô (em HK se vai a todo canto de metrô).

Fomos direto a Mongkok, o bairro onde os locais vão para fazer compras. Sábado à tarde, as ruas abarrotadas e várias figuras interessantes de HK estavam ali. Fomos no famoso Ladies Market, onde dizem que são vendidos os melhores fake da região – coisa que não me atrai tanto, mas esse é um blog informativo então me sinto no dever de informar.

Andamos muito por Mongkok, fiz várias fotos (que vocês podem ver no link do Picasa) e quando começou a escurecer e meus pés já pediam arrego dentro do meu All Star (que não foi feito para longas caminhadas) decidimos voltar para o hotel.

À noite o plano era explorar Lan Kwai Fon e Soho, a região boêmia, onde a vida noturna é mais animada. E que animação!! Bares, restaurantes e baladas lado a lado, muita gente na rua. Me fez lembrar do Bairro Alto, em Lisboa. Também com um quê de Espanha, pelo estilo do programa – andar pelas ladeiras e ruelas explorando os lugares e vendo todas as pessoas socializando na rua. Para as baladas, não precisa pagar para entrar. É o paraíso do “pub hopping”, já que é tudo muito perto. Tanta opção que foi difícil escolher...

Mas acabamos jantando no Coast, restaurante de uns amigos de Singapura – um australiano com comida boa e muita gente bonita. De lá saímos andando e parando em lugares diferentes, como um bom boêmio faria.

No domingo decidimos incorporar de vez o papel de turistas: subimos ao The Peak e pegamos um daqueles ônibus turísticos para ter uma visão geral da cidade. O Peak valeu só pra dizer que fomos, porque a névoa era tanta que mal conseguíamos ver a silhueta dos prédios mais próximos. Coloquei essa foto na seleção para ilustrar esse parágrafo. Uma pena.

Já o passeio de busão foi legal. Só assim aprendo a me localizar com rapidez numa cidade nova, aprendo coisas que não estão escritas no meu guia, e vejo coisas que eu não veria a pé. Sem preconceito, pessoal, ônibus turistão pode ser legal.

Do topo do ônibus vimos todos os bairros centrais, vimos como os imigrantes filipinos e indianos se divertem no seu dia de folga (fazendo a maior farofa perto dos prédios mais luxuosos do distrito financeiro – impressionante de ver aquele mundaréu de gente sentado no chão em cima de jornal comendo arroz com a mão ou bebendo cerveja).

Depois do passeio de ônibus fomos para Kowloon, do lado de lá do mar. Andamos pelas ruas, apreciando uma fauna e flora completamente diferente de Mongkok – e fomos parar no Tsim Sha Tsui East Promenade, que oferece a melhor vista do skyline de Hong Kong (difícil selecionar quais fotos queria mostrar, porque tirei mais de 60). Nesse lugar também está a calçada da fama de HK, mas só reconheci dois ou três nomes, e diariamente às 20h acontece o Symphony of the Stars, um show de música e luz dos prédios do skyline da cidade bonito de ver (e talvez mais impressionante quando não há nuvens pesadas cobrindo parte da vista).

Depois do show, o melhor jeito de voltar para o centro é com a Star Ferry, passeio obrigatório (e baratinho) para quem vai a HK.

No nosso último dia em HK o plano era ir para a parte sul da ilha, Repulse Bay (praia) ou para a ilha de Lantau (no alto de uma montanha) – mas o clima estava tão ruim que acabamos desistindo. Para aproveitar esse último dia, dei ao Steven duas opções: compras ou Disneyland.

E quem já viu as fotos sabe onde fomos parar!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Macau - parte II

Para o jantar escolhemos um restaurante português – evidente, já que esse era o principal motivo da nossa ida a Macau. Antonio’s era o mais bem cotado no guia (também recomendado pelo guia Michelin), e ficava em Taipa (outra ilha do território) e lá fomos nós sem reserva nem nada.

Pegamos um táxi, que obviamente não falava inglês – e muito menos português. Aparentemente só os moradores mais antigos ainda falam português. Também imagino que haja uma pequena comunidade portuguesa, como a que encontramos no Caravela ou na escola, mas a maioria é mesmo chinesa. Ficamos muito pouco tempo lá para entender algumas coisas.

Tinha levado o endereço do restaurante escrito num papel, mas com o nome da rua em português, ao invés de chinês (até porque aqueles desenhinhos não me dizem nada). Por nada o taxista encontrava o lugar, até pediu para nós falarmos por rádio com a central, mas eles também não conheciam a tal Rua dos Negociantes.

Finalmente descemos do táxi e tentamos pedir informações em duas lojinhas, sem sucesso – quando eu perguntava se alguém fala inglês ou se poderia nos ajudar, ninguém sequer olhava para nossa cara. Achei o povo muito antipático e saí debatendo com o Steven sobre como brasileiros ou holandeses reagiriam nessa situação. Acho que dificilmente no Brasil um casal de turistas bem vestidos seria ignorado dentro de uma loja de conveniências ao pedir informações. Mas enfim, Macau não é o Brasil – e brasileiro é um povo arroz de festa, que adora um gringo.

Continuamos andando por umas ruazinhas muito simpáticas, tipo uma antiga vila portuguesa, lutando contra o mau humor e a fome, até que finalmente encontramos a tal rua. O restaurante era bem pequeno mas muito charmoso, e mesmo sem reserva conseguimos a última mesa disponível (mas para quem for seguir a dica, recomendo fazer reserva para não correr riscos!), no último andar da casinha.

De cara vi o Antonio, o dono e chef, e fui recebida por alguns funcionários que falavam português. Fizeram a maior festa para a brasileira em Macau (imagino o que teriam dito se soubessem do meu apelido). Nosso garçom era filipino, e se desculpou por “só” saber falar inglês e cantonês. Ele nos serviu muito bem a noite inteira, da entrada (queijo de cabra na torrada com azeite de oliva, balsâmico e mel; e chouriço) à sobremesa (serradura) – e para gente assim dá gosto dar gorjeta. E eu me esbaldei a noite inteira, principalmente no bacalhau com natas. Saí de lá feliz e satisfeita, com vontade de voltar no dia seguinte e recomendar o Antonio’s para todo mundo.

Depois de pagar a conta fomos andando (na verdade, rolando) até o Venetian, um dos principais cassinos de lá. Em Macau há mais ou menos 30 cassinos – mas como eu não jogo e só tínhamos uma noite na cidade, resolvemos ir logo no maior do mundo para ver como é que era (o Venetian Macau é três vezes maior do que sua sede em Las Vegas).

A palavra para definir aquele lugar é SURREAL. O tamanho, a decoração, o volume de pessoas, o tamanho das apostas... Lojas de luxo, restaurantes, lustres monstruosos e muitas, muitas luzinhas. Andamos pela sala de jogos gigantesca, brincamos uma vez nas slot machines, tomamos uma cerveja no bar e fomos embora.

Talvez num dia em que tivéssemos acordado mais tarde (acordar às 4h da manhã deixa qualquer um sem energia às 23h) ou comido menos no jantar (sem arrependimentos, valeu cada caloria!) tivéssemos ficado mais tempo para explorar as outras partes do cassino, como o canal com gôndolas ou o bar da Moet&Chandon que meu amigo Márcio indicou, ou o Lion Bar no MGM Casino - mas dessa vez simplesmente não deu.

Voltamos para o hotel, capotamos e no dia seguinte cedinho pegamos a balsa para Honk Kong.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Macau - parte I

Nunca pensei que um dia eu diria que a Macau foi para Macau! Macau é meu apelido em Piracicaba, minha cidade natal, e mesmo com a perda de algumas letras com o passar dos anos (de Macau para mc, e às vezes até só M. – ou emi, para os íntimos) ainda sou Macau.

O destino real da viagem era Hong Kong, mas como os dois lugares são muito próximos, resolvemos passar uma noite em Macau. Estava curiosa para ver a influência portuguesa, comer um bom bacalhau (já que em Singapura não existe restaurante português) e conhecer a “Las Vegas da Ásia”, como a ilha é conhecida.

Pegamos o vôo para HK, e no próprio aeroporto pegamos a balsa para Macau. Tudo muito organizado, e a simpatia do senhor que nos vendeu o ticket da balsa no aeroporto será inesquecível. Nossas bagagens foram encaminhadas direto da companhia aéra para a balsa, e até chegarmos em Macau e vermos as duas malinhas confesso que estava receosa. Mas foi tudo mega eficiente e sem dor de cabeça.

Fora do terminal da balsa, dezenas de ônibus e micro-ônibus dos hotéis e cassinos se engarrafam. O ônibus do nosso hotel tinha acabado de sair, então um tiozinho sugeriu que pegássemos o transfer do hotel vizinho. Pelo jeito é comum, e ninguém se incomoda com isso.

Da janela do ônibus, fiquei com os olhos arregalados estranhando muito o que via. Mega cassinos e hotéis luminosos lado a lado de prédios feios e sujos. A primeira palavra que me veio à cabeça foi decadência. Apesar de antigos, os prédios não tem aquele charme que encontramos na Europa. Falta cuidado, carinho e uma boa demão de tinta.

Chegamos ao hotel, que foi escolhido pelo preço, mas era confortável e muito bem localizado. Sorte. O atendimento não era lá essas coisas, e me deu a impressão de que todos os funcionários eram da China (continente). Depois de instalados, saímos a pé para explorar o centro antigo. A temperatura estava bem mais baixa do que estou acostumada atualmente – com 20 graus já estou tiritando de frio. Por sorte tinha levado calça jeans, tênis e uma jaqueta – além de todas as regatas, shorts e sandálias que ficaram na mala.

Fomos seguindo meu fiel Lonely Planet em direção ao centro histórico. No caminho, encontrei uma parede de azulejos portugueses e logo notei que se tratava da escola portuguesa em Macau. Mais adiante encontrei algumas alunas adolescentes, sentadas na porta da escola olhando o vai-e-vem de turistas. Uma delas fez um comentário quando me viu, que infelizmente não consegui escutar inteiro (só sabia que começava com “olha aquela ali...”) – e minha reação imediata foi dizer “cuidado, que eu também falo português” com o dedo e riste e sem parar de andar, para o choque da menina. Deixei a rodinha de schoolgirls boquiaberta, e segui rindo. Mas quem nunca deu um fora como o dela que atire a primeira pedra.

Então paramos no café Caravela, também recomendado no guia. Comunidade portuguesa em peso, no menu pastéis de nata, bolinho de bacalhau e croquete. Pedimos um de cada e devo dizer que os pastéis eram iguaizinhos aos que comi em Portugal. Os bolinho e croquete estavam frios, mas acalmaram minha lombriga de petiscos familiares.

Com o estômago cheio, seguimos caminho. Subimos uma ruazinha, que levava direto à Catedral da Sé. Passeamos pelo Largo do Senado, pelo Mont Fort e ruínas da Igreja de São Paulo. Durante todo o caminho, todas as placas de rua e lojas estavam em português e chinês, mas na boca do povo só se escutava chinês (cantonês).

Do alto do Mont Fort dá para ver uma boa vista da cidade – eu disse boa, e não bela. Todos aqueles prédios que eu comentei no início se aglomeram com suas paredes pretas e roupas penduradas para fora dando uma impressão de uma grande favela. O dia nublado e com neblina não favoreceu essa impressão, e talvez num lindo dia de sol com céu azul tivéssemos tido outra experiência.

Voltamos para o hotel já à noitinha, quando todas as luzes dos cassinos já estão acesas. E é aí que o contraste é mais nítido: os neons extravagantes dos cassinos e hotéis de luxo com os prédios decadentes do passado.

O programa noturno fica para o próximo post!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fotos Macau e Hong Kong

Ultimamente tenho tido muitos problemas com o Flickr - não consigo logar na minha própria conta (que, por sinal, é paga) e estou há duas semanas brigando para que resolvam o problema. Por enquanto a sugestão deles é que eu desinstale meu AVG, coisa que não faz o menor sentido para mim - portanto estou brigando para que ofereçam outra solução.

Se alguém tiver passado por problemas parecidos com o Flickr, por favor me mandem um email (falecomamc@gmail.com).

Enquanto isso, estou usando o Picasa, do Google - gratuito, eficiente, com espaço para dar e vender (mas eles dão). Que maravilha!

As fotos selecionadas estão aqui:
Macau e Hong Kong


Os posts da viagem vem logo mais.