terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Update

Voltar para casa foi tranquilo, e o jetleg, suave. Ainda mais depois que meu pai me apresentou à melatonina, pílula que regula o hormônio do sono e reduz os efeitos de uma viagem longa.

Tive alguns dias para arrumar a casa, botar a vida em ordem, e a Aninha chegou!! Fizemos vários programas em Singapura, encontramos amigos novos e velhos, passeamos bastante, e só interrompemos a programação singapureana para fazer as viagens que tínhamos planejado.

A primeira parada seria Bangkok, o próximo texto que será postado, e depois Siem Reap, no Camboja. As duas viagens foram incríveis e diferentes.

Agora a Aninha está no Laos (sooozinha) e eu tive que ficar em casa por causa de uns compromissos. Não tem problema, perdi essa viagem mas vou anotar todas as dicas dela planejar uma visita a Luang Prabang!

E enquanto isso estou sentindo falta dela. Além de ser uma amiga de anos (10, para ser exata), é uma ótima companheira de viagem e uma hóspede modelo. Que ela era muito educada eu já sabia, mas desconfio que ela tenha trazido uma impressão aquele meu post sobre visitas e que leia todo dia antes de se levantar – de medo que eu escreva uma atualização daquele texto.

Em Singapura o clima está uma delícia, a época das monções já passou mas está bem mais fresco que antes. Continua calor, mas bem menos úmido e abafado que no meio do ano, e o vento constante ameniza muito o calor (e traz toda a poeira da rua pra dentro de casa, mas isso é outro papo).

Bom, apesar dos posts de Bangkok e Siem Reap ainda não estarem prontos, já coloquei algumas fotos no Flickr (são tantas que é difícil escolher...).

domingo, 10 de janeiro de 2010

Bali - Indonésia

Acho que a melhor parte de morar em Singapura é poder viajar para qualquer lugar na Ásia com muita facilidade, coisa que não seria possível morando no Brasil ou na Holanda. Então a cada feriadinho mixuruca que aparece, a gente abraça a oportunidade e vai explorar um lugar diferente!!

A viagem da vez foi Bali. Já faz mais de um mês e tô devendo esse post faz tempo, mas voltei de lá com uma virose do cão e fiquei de cama três dias, olhando para o laptop mas sem forças para escrever, e depois veio a viagem para o Brasil e festas.

Enfim, Bali foi incrível. Tínhamos recomendações de uma amiga indonesiana, que indicou onde ficar, onde comer, que passeios valiam mais a pena, etc. Foram só três dias, mas aproveitamos intensamente.

Pra começar, Bali é bem maior do que esperávamos. Pelo mapa, achava que era possível percorrer tudo de carro – pura ilusão. A ilha tem uns 5 mil quilômetros quadrados, as poucas estradas são estreitas e o trânsito é caótico.

A capital de Bali é Depansar, que tem cara de cidade normal. Todas as outras áreas da ilha são formadas por pequenas vilas, de praia ou montanha, que vou descrever melhor abaixo.

Por isso, se não tiver muito tempo, escolha o que te agrada mais: praia ou montanha, e faça passeios de um dia para as outras vilas.

Desse vez, acabamos ficando na praia. Várias pessoas recomendaram Seminyak, e nos mandaram passar longe de Kuta. Seguimos o conselho e foi ótimo, ficamos num hotel pé na areia (Grand Balisani Suites), bom custo benefício mas um pouco distante dos bares, restaurantes e lojas. Perfeito para quem quer sossego e não se importa em pegar um táxi para ir até a bagunça.

Sobre Seminyak x Kuta, vou resumir com minhas impressões (porque a curiosidade não me impediu de seguir o conselho de manter a distância): Seminyak é Maresias, Kuta é Guarujá na alta temporada. Preciso falar mais? Só isso: fiquem longe de Kuta, não vale a pena.

Então, vamos à programação. Contratamos um motorista para nos levar para fazer sightseeing, que vale super a pena. Não tentem fazer lado sul e norte da ilha no mesmo dia, a não ser que não se incomodem de passar o dia inteiro no carro. O trânsito cansa, o calor irrita, até o ar condicionado incomoda depois de um tempo. Vai por mim.

No primeiro dia resolvemos explorar o lado sul, com o templo Uluwatu, um templo hindu num penhasco, lindo de morrer. O problema são os macacos que os turistas têm que enfrentar para chegar no templo, mas na entrada, ao pegar um sarong (saia usada para cobrir as pernas, inclusive dos homens), um guia já vai se oferecer para te acompanhar. Aceite. Além de boas explicações, ele vai carregar uma pedra e te mostrar quem são os macacos do bem e do mal, se é que isso existe. Eu preferi não arriscar. Detalhe: não hindus não podem entrar nos templos, mas vale a pena mesmo assim.

Depois do Uluwatu, que é longe pra dedéu, paramos na praia de Jimbaran – uma das poucas praias em Bali com areia branquinha. Pois é, por mais que Bali seja famosa por causa das praias, pouquíssimas tem a areia fina e branca.

Em Jimbaran também há uma vila de pescadores e vários restaurantes de praia, onde é possível comer frutos do mar fresquíssimos e baratérrimos (preciso enfatizar o preço, mas pra quem não mora em Singapura é tudo muito barato mesmo!), com o pé na areia. Dizem que o pôr do sol lá é incrível, e que a praia à noite fica lotada de gente que vai jantar à luz de velas. Para nós, foi almoço mesmo e foi bom demais.

Depois do almoço fomos para o Tanah Lot, um templo construído numa pedra de 3 acres localizada a 20 metros da praia. Parada obrigatória, por mais que não-hindus não possam entrar. O pôr do sol lá é maravilhoso, e é cheio de lojinhas e mais lojinhas super baratas e que vendem tudo que você pode imaginar (tem até loja da Polo!!). Comprei uma sandália maravilhosa por US$5 dólares!

Encerramos o primeiro dia no Ku De Ta, um bar/restaurante na beira da praia (Seminyak) super badalado no pôr do sol. Recomendo chegar cedo (tipo às 5h), pegar um bom lugar para curtir o entardecer com boa música e drinks! Me senti em Saint-Tropez, Ibiza ou, quer saber, me senti em Bali mesmo.

No segundo dia resolvemos explorar o “norte”, na verdade o interior da ilha. Mais uma vez contratamos um motorista e começamos o dia no templo Gunum Kawi – um templo hindu lindo instalado num vale e cercado por campos de arroz. Antes da entrada do templo fomos muito assediados por gente tentando vender um sarong e alegando que não podíamos entrar no templo de shorts. Claro que na entrada oficial você pode emprestar um sarong e deixar uma pequena doação, a seu critério.

Depois do templo fomos para o monte Batur, na região de Kintamani, um vulcão ainda ativo que entrou em erupção 24 vezes desde 1.800. Ao lado do vulcão está o lago Batur, o maior lago de Bali que funciona como fonte de irrigação para os campos de arroz da ilha. Para aproveitar a vista dessa paisagem inesquecível, sugiro um almoço em um dos vários restaurantes perto da entrada do parque. A comida não vai ser 5 estrelas, mas não é pra isso que você está lá e nem vai se incomodar. Além do mais, é muito BARATO!

Na volta passamos por Tegallalang, uma vila com milhares de lojas de artesanato. É sério, são tantas que você já não sabe onde parar. Mas nossa ida para Tegallalang não foi para fazer compras, e sim para ver o famoso terraço de arroz, o maior e mais impressionante que eu vi na Ásia (pra entender do que estou falando, melhor ver as fotos no Flickr).

Chovia canivetes quando passamos em Tegallalang, então não conseguimos aproveitar muito. Ficamos só com muita vontade de voltar!!

E na volta, passamos pelo centro de Ubud, considerado o centro artístico de Bali. O número de galerias e lojas vendendo quadros é impressionante, e nada como ter um local para nos levar no lugar certo. Compramos um quadro para nós e outros de presente, por um preço ótimo!!

Ubud também tem vários hotéis e restaurantes. Nas montanhas, é definitivamente o lugar mais popular para os turistas. A vida noturna não é tão animada quanto a de Seminyak, mas quem se hospeda lá não quer saber de badalação. Da próxima vez que fomos a Bali, vamos ficar em Ubud!!

Resumindo um post que ficou gigantesco, Bali é incrível, mas é bem explorado pelo turismo. Só podemos imaginar o que era a ilha há 30 anos. E apesar disso, Bali tem um charme incomparável, e recomendo muito a viagem!

Uma dica: apesar dos preços serem baixos, é sempre possível pechinchar mais.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De volta

Depois de exatos 30 dias longe de casa, estou de volta a Singapura. Aproveitei bastante 20 dias no Brasil com a família e amigos, com direito a fazenda, praia, sol e um calor agradável (no limite para alguém que já morre de calor o ano inteiro); e 10 dias na Holanda congelando sobre a neve (melhor que sob, né?), com comidas gostosinhas, vinho tinto, chocolate quente e tudo mais que a gente precisa pra se manter aquecida em temperaturas abaixo de zero.

As férias foram ótimas e, apesar de estar em casa, sinto que a vida normal só vai começar em março - já que dia 12 chega a Aninha, primeira visitante brasileira que vem até a Ásia para conhecer outro rincón do mundo, e em fevereiro minha irmã e o marido vêm até aqui pra desjacuzar comigo e comemorar a chegada do ano novo chinês (2010 promete, é o ano do tigre!).

Ainda estou devendo um post da viagem à Bali, que logo logo sai. Enquanto isso, vou desarrumando as malas com os 7 pares de sapatos que comprei no Brasil (parece loucura, mas aqui a numeração é limitada, e eu calço 40), me permito dormir 13 horas seguidas e jogar Nintendo Wii até o jet leg passar!

Feliz ano novo pra todo mundo!!