quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Plantão: Terremoto

Interrompemos a nossa programação normal para comunicar a experiência do terremoto de ontem.

Singapura é uma ilhazinha abençoada porque, apesar de estar próxima a uma área de risco, está protegida dos desastres naturais que não são tão gentis com os países vizinhos. Terremotos e tsunamis na Indonésia, Tailândia, India e Malásia. Tufão nas Filipinas, Vietnam e Cambodia. Vulcões na Indonésia.

O fato é que em Singapura não acontece nada disso, e confesso que essa foi a primeira coisa que fui pesquisar quando o Steven me contou que tinha recebido uma proposta de expatriação. Um país livre de desastres naturais (como o Brasil costumava ser... até o tufão da semana passada) era um dos pré-requisitos.

E por achar que Singapura era um país seguro (em todos os sentidos), ontem quando estava lendo na varanda e senti a cadeira balançando, minha primeira reação foi entrar em casa com medo que a varanda desabasse. A segunda foi ficar olhando o lustre balançar pra lá, e pra cá e depois colocar um copo de Coca no chão e ver o líquido tremer com em “O Parque dos Dinossauros – parte I”. Liguei para o Steven, o engenheiro da família, para perguntar o que poderia ser. Minha primeira hipótese era que havia algo errado com o prédio, e a segunda, que a princípio me parecia muito absurda, era terremoto.

Como o tremor não tinha sido muito forte (a sensação foi como estar no carro em cima de um viaduto com o trânsito parado), não ficamos muito preocupados. Nenhum dos sites de notícia reportavam nada, e foi só quando o Steven chegou 10 minutos depois que ele confirmou que havia acontecido um terremoto em Sumatra, na Indonésia. Ufa, o que havíamos sentido aqui era só um reflexo.

A sensação foi muito bizarra. Fiquei imaginando como deve ser horrível passar por um terremoto de verdade, e dei graças a Deus por não ter que me preocupar com isso constantemente.

Um amigo que mora no 58º andar de um prédio novo super moderno perto do mar contou que o efeito foi tão forte que o prédio “se mexeu” mais de um metro, e ele não conseguia ficar em pé no apartamento dele. Tiveram que evacuar as duas torres do condomínio, para se certificarem que estava tudo bem. E estava.

O mais bizarro de tudo é que enquanto eu escrevia esse post, o prédio deu mais uma tremidinha – o tal “after shock” que já tinham comentado ontem. Dessa vez foi bem mais fraco, durou uns 15 segundos e pronto acabou.

Ao povo que está longe, não se preocupem. Não estamos na rota de tsunami e não há risco de terremotos por aqui. Pode ser que as coisas estremeçam, mas até que o fim do mundo chegue, estamos tranquilos que a casa não vai cair.

4 comentários:

  1. You should wirte for a living! Adorei o texto!

    E é um alívio saber disso, porque ontem eu TIVE que te mandar um sms pra saber se estava tudo tranquilo aí.
    Ah, e imagino que a engenharia daí seja tão muderrrna quanto no Japão, né? Prédios construídos para não cair...

    beijo

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  2. Menina! estava pra te perguntar isso ontem, que bom que vocês estão em área fora de perigo.

    Bom como aqui deu tremor de terra até em SP no ano passado e tornado em SC, já não dá pra falar que estamos tão livres assim. Que Deus nos guarde dessas tragédias.

    bjs

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  3. Que susto!
    Deve ser uma experiência única e inesquecível para se ter certeza que nunca mais quer vivê-la, né?
    Fico feliz que esteja tudo bem.
    beijos
    Re

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  4. MH,
    Adoraria! Imagina, que delícia! Profissão: escritora. Viajando o mundo em busca de estórias e inspiração! =)

    Isa,
    nem me fale, ainda bem que aqui também estamos livres!! é uma coisa terrível...

    Re,
    não, nunca mais!! De preferência, espero que a terra não balance mais!

    beijos

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