domingo, 13 de setembro de 2009

Em guerra - parte I

Moramos nesse apartamento há uns 3 meses, e há quase 2 reclamamos que os pernilongos estão fazendo a festa. Andávamos cheios de mordidas, principalmente nos braços, e parecíamos duas crianças com catapora de tanta bolinha vermelha coçando.

À noite eu sonhava que insetos se escondiam na minha cama e, enquanto eu dormia, saíam de seus esconderijos e ficavam andando por cima de mim. Me coçava à noite inteira, comprei pomadinha pra aliviar, mas as marcas que ficavam não eram parecidas com as picadas de pernilongo que eu levava no Brasil.

Até que que encontrei um insetinho no meu lençol e o pesadelo se tornou realidade. Minha primeira medida foi matar o invasor (que estava cheio de sangue) e colocar num saquinho plástico (por sadismo e para tentar descobrir o que era). Alguns dias se passaram sem encontrar mais nenhum inseto no lençol (e olha que eu procurei).

Então um dia de manhã acordei e notei que a fronha estava cheia de pontinhos pretos. Fui correndo para o amigo Google, que constatou: pontos pretos no lençol = bedbugs (percevejo-de-cama).

Pânico. Já tinha tido uma experiência com os vampirinhos quando fiquei num albergue em Florença, na Itália. Achava que bedbug era um problema de lugar sujo, mal cuidado, tudo que minha casa não é.

Me aprofundei na pesquisa e descobri que é muito comum que móveis sejam expostos à essa praga em contâiners, quando as pessoas estão mudando de um país para o outro. Essa é a única explicação que encontramos, porque nosso prédio é novinho e somos os primeiros moradores, e nunca tivemos esse problema na Holanda.

Pra quem nunca ouviu falar nisso, um resumo: os bedbugs se alimentam de sague, não têm asas (um mal a menos) e por isso rastejam na cama enquanto as vítimas estão dormindo (muito mal). Eles são minúsculos, de cor avermelhada e forma achatada – o que possibilita que se escondam nos lugares mais impossíveis. Os desgraçados podem passar até um ano sem se alimentar, mas quando picam alguém chegam a dobrar de tamanho (por isso aquele que eu matei estava tão gordinho, cheio de O negativo).

Quando descobri tudo isso, o Steven estava viajando. Tomei as providências, liguei para a empresa de detetização de Singapura e consegui que viessem no mesmo dia. Com medo de voltar a dormir no quarto, passei a semana inteira dormindo no sofá.

(continua)

6 comentários:

  1. que medo!!!!!!!
    Eu tinha um ataque... Deve coçar horrores...
    Para pernilongo fiz uma coisa feia, comprei aquela raquetinha que dá choque nos bichinhos... Achei que fosse ter peninha de usar, mas às 2 da manhã é uma maravilha... Fica com cheirinho de carvão...rsrsrrs
    beijos e quero ver a continuação...
    beijos
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  2. ai má!! coitada, que aflição!!! odeio bichinhos rastejantes...
    conta logo como foi sua noite no sofá!
    beijo!!
    Carol Pira

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  3. Os pernilongos aqui em SP tao fogo tb

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  4. créééééédoooo!
    e depois?? problem solved ou a crise continua?

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  5. Ai que meda!!!
    Que bom que vc descobriu, né?
    bjs
    Ah! Chama o D D Drim...kkkkkk

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  6. amiga,
    Torce, retorce,
    Procuro mas não vejo,
    Não sei se era pulga
    Ou se era percevejo.

    A pulga e o percevejo
    Fizeram combinação,
    De fazer uma serenata
    Debaixo do meu colchão.

    Friend,
    sinto lhe dizer, mas a reza a lenda que a solução é queimar o colchão. Essa era a solução "razoável" qdo os bedbugs apareciam no Residence em NY....
    Alias, qdo apareceu no quato da Dani dentista, ela ensacou tudo, separado sei la como, teve que lavar, fazer uma mega faxina e queimar o colchão....

    Good luck

    Beijo NI

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