sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O primeiro fracasso na cozinha

Longe de mim querer transformar esse espaço num blog de culinária, mas preciso compartilhar minha primeira experiência mal sucedida na cozinha (em Singapura tá, já errei muito no Brasil).

Peguei uma receita toda bacana de frango com cogumelos e queijo no forno, de uma revista singapureana. Acho que era a única receita que não levava algum ingrediente estranho... e como era relativamente simples, resolvi tentar.

De acompanhamento, um básico purê de batatas. Quer coisa mais fácil de fazer?

E adivinha o que deu errado?

Confesso que a vida inteira fiz purê de caixinha. É simples, você ferve a água, abre o saquinho, mistura tudo e pronto: você tem purê. Mas como é industrializado (dizem por aí que natural é melhor) e todo mundo sempre falou que purê era tãããão fácil, achei que estava na hora de tentar.

Pra piorar ainda mais a história, tinha aprendido a fazer purê naquele curso de culinária que fiz no Brasil ano passado. Com a receita do curso em mãos, me pus a descascar batatas. Decidi começar pelo mais fácil, o purê, para depois poder estressar à vontade com o frango.

Descasquei, piquei, fervi, amassei. Fácil. Em seguida, a receita dizia para juntar o leite e bater vigorosamente. Estava seguindo a receita direitinho. E sempre sigo os verbos usados nas receitas ao pé da letra, então se eles diziam que era pra bater vigorosamente quem sou eu pra duvidar.

Bati, bati e bati. E não aconteceu nada. O leite continuava leite e a batata, batata. Só a manteiga fez o favor de derreter. Bati por horas (ok, minutos, mas parecia muito mais) e nada deles se incorporarem. A essa altura eu suava mais que lutador de box no ringue, mas não conseguia parar. Batia tão vigorosamente, que o leite começou a respingar pra todo lado: na parede, no fogão, no chão, no meu braços.

Quando me dei por vencida, tinha batata até no teto da cozinha. Tensa, implorei pro Steven ligar pra mãe dele e perguntar o que eu devia fazer pra tentar salvar o purê.

Estava muito preocupada com o futuro do jantar. Se o purê, que era a coisa “fácil” da refeição, eu consegui estragar, o que seria do meu pobre franguinho? Enquanto ele falava com a mãe, eu continuava batendo, esperançosa. Aumenta fogo, abaixa fogo.

A solução da sogra foi adicionar a mistura do purê de saquinho, que por precaução sempre temos em casa (e pelo jeito vamos continuar tendo). Funcionou, e leite, batata, pó e manteiga finalmente se incorporaram formando o tão desejado purê.

Chegou o momento de fazer o frango. Apesar da frustração com a experiência anterior, a fome e a responsabilidade falaram mais alto, e recuperei forças e ânimo para concluir a missão.

Piquei cebolas e alho com precisão e confiança. Não derramei sequer uma lágrima, tamanha minha determinação. Fiz o que tinha que fazer (não to aqui pra dar receita, o que importa é a experiência), coloquei tudo no forno e 20 minutos depois o jantar finalmente estava pronto.

Para nossa surpresa (sim, a essa altura nem o Steven tinha mais fé) o frango ficou o máximo.

Já o purê.... meio empelotado e sem sal.

Mas pelo menos tinha cara de purê!

9 comentários:

  1. hahahahhahaha
    rolando de rir... Sabe que eu nunca ponho leite no purê? Cozinho as batatas, amasso e coloco um pouquinho de manteiga. Só. E fica bom...

    estou louca para testar a receita do frango, estou com água na boca!

    Pior que o desastre do purê, só o da farofa...
    beijo!

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  2. me manda a receita do frango emiiiiiii, to sem ideias em casa ja...
    beijos
    Mari N.

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  3. mh!! pior que do purê com certeza é o da farofa!!!
    eu amo muito pure, mas não sei fazer não...!
    má, essa foi engraçada demaaaaaaissss
    beijo!!
    Carol Pira

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  4. Adoro essas suas incursões culinárias!
    LOL
    besos

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  5. Caracas... pure no teto!!! Ai amiga! Juro que to tentando... mas nao entendo o que deu de errado!!!!!!!! Nao desiste não! boa sorte na proxima.

    Bjs
    Carol

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  6. Mááá

    conta mais aqui né!
    saudades, beijoooo
    Carol Pira

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  7. Clau, e risotto? É uma boa, pode se só um prato. Eu tô descontrolada com risotto, pois aprendi a fazer! É fácil, tem montes de receitas pela net. Só tem que ser arroz arbório e outros por aí para risotto.Beijo! Debbie

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  8. ahahahaha, foi o pure daquele dia do msn? achei que tivesse queimado...
    gente, pela enesima vez, vc nao tem o livro da mazzo (o primeiro, basico)
    beijo
    ni?

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  9. MH,
    um pouquinho de leite é bom vai!

    Mari N,
    te mandei por email, chegou?

    Carol,
    nem me fala da farofa! Mas agora já sei fazer e fica uma delícia!

    Andre,
    pois é, esse tema tá tão recorrente que daqui a pouco vira blog de culinária!

    Carol,
    o erro foi leite em excesso... hehehe

    Debbie,
    arroz é o q não falta nessa terra! Pode me mandar uma receita que eu testo aqui!

    Ni,
    foi. tava tennnnssssa! Não tenho o livro da Mazzo, mas vc sempre pode me dar de aniversário! ;)

    bjs

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