domingo, 12 de julho de 2009

Singapura: Desenvolvimento urbano

Singapura é um país em constante evolução. Apesar da mania de grandeza, que faz com que eles tentem bater todos os recordes imagináveis (a maior fonte do mundo, o bar mais alto da Ásia, a maior roda gigante do mundo e por aí vai) e transforma a cidade num campo de obras, muita coisa interessante acontece por aqui.

O desenvolvimento urbano é ordenado e pensado para melhorar a vida da cidade, deixando-a mais bonita, sim, por que não? A cidade é bem verticalizada, cheia de prédios empresariais imensos e condomínios extravagantes (em geral onde os expatriados moram - a maioria dos locais moram em HDB (sistema público de habitação), que de modernos e bonitos não têm nada, mas também estão presentes no centro), shoppings e monumentos.

Acho que o povo aqui valoriza muito o fato do país ter se desenvolvido tanto em tão pouco tempo, e por isso adoram exibir seus arranha-céus e prédios modernosos. Mas me parece que eles ainda não estão satisfeitos com o que já têm, porque a cidade inteira está em obras. A vista da Singapore Flyer mostra um mar de guindastes, a perder de vista. Nós vimos oito apartamentos para alugar no centro e todos sem exceção tinham pelo menos um prédio sendo construído por perto. Ou seja, barulho de obra é default.

Conversando com um casal mais experiente (ele francês, ela holandesa), perguntei o que vai acontecer em Singapura quando o espaço disponível para construir mega empreendimentos acabar. “Simples”, disse o francês. “Eles derrubam o velho e constroem algo super moderno em cima. E isso nunca vai mudar em Singapura”.

No momento, a grande tetéia das obras é o mega complexo Marina Bay Sands, parte do Integrated Resorts - IR para os íntimos (eles adoram siglas... deviam fazer um dicionário para os forasteiros!). São três prédios com lojas, restaurantes, que serão interligados por um jardim aéreo imenso, e o ponto mais importante de todos: o primeiro cassino de Singapura. E esse é um assunto muito, mas muito polêmico. Que vou falar num próximo post.

Mesmo com essa obsessão por mega construções, a ilha também é bem arborizada e tem aproximadamente 50 parques espalhados pela cidade – coisa que também é muito valorizada e apreciada por todos.

O ponto é que Singapura vive se reinventando, e isso tem o lado positivo e o negativo. Não sou arquiteta, nem urbanista, nem nada parecido, mas se eles conseguirem continuar fazendo isso ao mesmo tempo em que se preocupam em preservar a história e identidade do país, que mal há?

Curiosidade: o Merlion, símbolo da cidade, metade leão, metade peixe foi criado em 1964 pela STPB (Singapore Tourist Promotion Board), e portanto por anos e anos as pessoas estavam acostumadas a vê-lo na beira do rio. Uma conhecida foi morar na Inglaterra por alguns anos e quis visitar o Merlion quando voltou pra Singapura, mas... surpresa!! Não estava mais lá. Em 2002, alguém decidiu que aquele não era o melhor lugar e resolveu movê-lo. Vocês já viram monumento mudar de lugar? Esse é só um exemplo do que Singapura é capaz de fazer.

4 comentários:

  1. Bacana sua ideia de falar sobre Singapura.
    :)

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  2. canteiro de obras permanente...

    e onde colocaram o monumento???
    beijo

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  3. Érika,
    obrigada!! Volte sempre! =)

    MH,
    só uns 200 metros de distância, mas do antigo ponto acho que não devia dar para ver. É muito bizarro!

    bjs

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  4. UAU!!! MUITO LEGAL ESTE POST TAMBÉM
    CONTINUE ASSIM!!!

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