quarta-feira, 29 de julho de 2009

Manual do caçador

Para aqueles que me perguntam como vai a busca de emprego mais do que criança em viagem que repete “paaaaai, já chegando?” a cada 2 minutos, esse post é pra vocês.

Procurar emprego é uma tarefa difícil. Exige dedicação, paciência, autoconhecimento, contatos e, principalmente, tempo.

Procurar emprego em outro país é mais difícil ainda. Pelo menos muito mais do que eu pensava. Uma pesquisa avaliou que leva-se em média 19 semanas para alguém encontrar um novo emprego. Ufa, ainda tenho um tempinho pra caber na estatística.

O primeiro passo para procurar emprego em outro país é traduzir e adaptar seu currículo. Traduzir por motivos óbvios e adaptar para se adequar ao modelo de CV do país, que provavelmente é diferente do que você estava acostumado. Vale até pesquisar modelos na Internet, mas com tanta referência por aí, a melhor coisa a fazer é encontrar alguém no país de destino que possa te orientar. Isso leva tempo.

Enquanto puxa pela memória tudo que você fez nos últimos empregos e quais foram as conquistas para cada um deles, você precisa encontrar uma maneira clara e concisa de descrevê-las. CV cheio de lenga lenga é ignorado e eliminado, e pronto acabou. Isso também leva tempo.

Depois que o CV está nos trinques, você tem que fazer um exercício de autoconhecimento poderoso, para identificar quais são seus pontos fortes e fracos. Isso vai te ajudar a completar os próximos três passos: a carta de apresentação, a análise de onde você gostaria de trabalhar e fazendo o quê, e a entrevista que você espera (um dia) conseguir. Isso leva t.... OK, parei.

Já sei que tem gente aí pensando que eu enlouqueci, que estou exagerando. Não enlouqueci não, é que estou estudando muito a arte de job-hunting. E pra quem acha que para encontrar um emprego basta cadastrar seu currículo num site especializado, uma estatística chocante: apenas 4% das pessoas conseguem emprego através da Internet. Não é uma perda de tempo absoluta, mas está longe de ser a melhor maneira.

Para mim (e muitos outros), a melhor maneira é ter alguém que te indique – o famoso QI.

Não que eu tenha anos e anos de experiência profissional, mas todos os empregos que tive, consegui através de indicações. Só que como em Singapura não conheço muita gente, tenho que começar do zero. Como?

Sendo mais do que ativa no LinkedIn, o “Orkut” profissional, procurando amigos de amigos que moram aqui e poderiam me ajudar e frequentando encontros de networking para conhecer gente.

Networking é mais uma das obssessões nacionais (depois de compras e comida), e logo na primeira reunião do grupo que participo, me disseram que eu precisava de um cartão de visitas. Com o tempo percebi que você não é ninguém em Singapura sem um business card. E graças à Rafa Ranzani, amiga e chefe de arte da revista TPM, tenho um cartão lindo para entregar aos meus novos contatos. Imprimi 300 de uma vez e espero não ter que imprimir mais nenhum (a próxima impressão será num cartão de uma empresa bem legal).

Desde que comecei a frequentar esse grupo, conheci muita gente – de idades e nacionalidades diversas – e aprendi muita coisa. Um desses novos contatos me deu o e-mail do gerente da RH de uma empresa que eu sonhava em trabalhar (e coincidentemente tinha uma vaga em Comunicação), mas cheguei tarde: a vaga já tinha sido preenchida. De qualquer maneira, é um bom sinal de que estou no caminho certo e uma hora ou outra vai pintar alguma coisa.

Enquanto isso não acontece, sigo tentando e esperando que algum headhunter me encontre, para que eu possa finalmente virar a caça, ao invés da caçadora.

Já mencionei que leva tempo?

6 comentários:

  1. take your time...

    daqui a pouco vc começa a trabalhar e aí é que não vai ter tempo pra mais nada anyway!

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  2. Boa sorte! Espero que esse tempo seja curto e o trabalho que você consiga seja aquele dos seus sonhos! ;)

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  3. Bom, primeiro que meu sonho é ser dona de casa, então não entendo o motivo de tamanha preocupação. Dps, amiga, que tal eu te mandar os vídeos da dança do ventre tribal? A professora é americana, mas ninguém precisa saber, tribo é coisa de Brasil, certo? Vc ensaia e começa a dar aulas para as cingapurenses,imagina? Pode dar aulas em casa mesmo, já vá comprando os véus que eu mando os DVDs!
    Lilian - Amélia Haddad

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  4. MH,
    pois é, é o que dizem! Mas que faz falta um salariozinho, ah isso faz!

    Virgínia,
    tomara!!

    Lílian,
    dança do ventre tribal?? Ainda mais depois de ter visto o vídeo que vc mandou... Melhor continuar com Comunicação mesmo!

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  5. vai firme que uma hora aparece!
    Odeio isso do povo ficar perguntando tbem... te entendo muito!!
    bejo bejo
    Taiba

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  6. e o moço da erdiman, nunca mais apareceu?
    jub-hunting, muitas vezes, dá mais trabalho que muito emprego, friend. Requer muita paciencia...Certeza que logo logo tudo se acertara
    beijo

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