quarta-feira, 3 de junho de 2009

The waxing experience

Acho que já comentei antes que por aqui existem spas, clínicas de estética e cabelereiros em casa esquina. Manicure é uma coisa bem comum – ao contrário das cores e desenhos que as mulheres fazem nas unhas. Brazilian waxing também é uma coisa fácil de encontrar, mas para quem não sabe, não tem nada a ver com o mesmo método de depilação que usamos no Brasil, e sim como o... digamos, lay-out.

Por isso uma conhecida já tinha me alertado para o perigo de ir em qualquer salão e me recomendado um lugar de confiança, onde eles não arrancam tudo sem perguntar. Apesar de ter visto que a campanha publicitária usava a foto de duas meninas de biquíni e um orangotango, resolvi encarar.

A cera que eles usam é de chocolate, e o cheiro é irresistível... Dá vontade de comer! A maioria das moças que trabalham lá não é de Singapura. Hoje, minha depiladora era a coisa mais fofa que vocês podem imaginar. Uma chinesinha de uns 20 anos, que está aqui há uns 3 meses. O inglês dela é meio capenga, algumas coisas ela fala muito bem (deve ter aprendido no treinamento a falar, moisturizing, sensitive skin, does it hurt? E outras coisas do gênero), mas outras ela simplesmente não entende, então fica olhando pra sua cara com aquele olhar perdido, quase como o gatinho do Shrek!

Bom, desde o começo ela me perguntou se eu gostava de “engrish music”. Às tantas ela me vira e fala que adora aquela “My heart will go on”, que é tão linda e tão romântica!! Fiquei lá segurando a risada, e ela me pedindo pra eu cantar. Expliquei que não tinha a voz da Celine Dion e ela tentando me convencer de que minha voz era óóóótima. Depois de um tempo ela desistiu e começou a pedir para eu falar o nome de outra música em inglês. Que obssessão com música ela tinha, e eu lá, naquela situação, só querendo que ela arrancasse meus pelos pra eu poder ir embora. Mesmo assim, não conseguia ficar irritada com a moça, ela era tão fofa que eu só conseguia sorrir e pensar que diabos eu devia responder.

O serviço em si foi bom, mas bem mais lento do que no Brasil. Mais de uma hora pra fazer o que no Brasil eu faço em 30 minutos com a super-Maria. Aliás, pensei tanto nela durante a sessão... Por que nos momentos de dor, a Maria sempre me distraía falando alguma besteira, com aquele sotaque baiano arretado. Já a chinesinha (que eu não entendi o nome – can you blame me?), quando chegava nesses momentos começava a cantar. Em chinês.

E que voz mais linda!! Dane-se que eu não falo chinês e que a música era meio cafona (não precisa entender a letra pra identificar uma coisa brega, a entonação já basta), mas a iniciativa dela em me distrair foi tão espontânea! E inesperada, diga-se de passagem. Bom, cumpriu o objetivo, que era me fazer pensar em outra coisa.

O tempo todo ela tentou conversar comigo, perguntava como meu inglês era tão bom e como ela podia melhorar o dela. Juro, ela era de uma inocência e de uma ingenuidade... Quase como uma criança, e você tem que medir as palavras para falar com ela – não só por causa do idioma, mas porque sarcasmo não faz parte da vida dela, e meus comentários engraçadinhos não iam fazer o menor sucesso (como já não fazem com a maioria dos locais – mas isso é tema pra outro post).

Quando nos despedimos, ela falou que esperava que eu voltasse ao salão logo para ela poder continuar praticando o inglês dela. Conclusão, eu não só pretendo voltar como ainda vou levar um CD de “engrish music” de presente.


PS – Aninha, pode contar pra Maria essa história. Depois tira uma foto e me manda que quero ver a cara dela!!

2 comentários:

  1. Ai que fofa... Imagino a cara da chinesinha...
    MH

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  2. ahahahhahhahha, na primeira linha eu ja tava pensando na Maria. Quero ir lá amanha ahahhahha
    Beijo ni

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