sexta-feira, 12 de junho de 2009

O golpe do monge budista

Dia desses estava almoçando no terraço de restaurante aqui do lado de casa, um lugar super agradável na beira do rio. Paguei a conta e, enquanto esperava o troco um monge budista veio até à minha mesa e me deu um cartãozinho dourado. Aceitei, e logo ele sacou uma caderneta do bolso para eu colocar meu nome, país, etc, e enquanto eu segurava a caneta ele puxou meu braço e colocou uma daquelas pulseiras budistas. Tudo aconteceu tão rápido, que não tive tempo de pensar, sequer reagir. Então ele puxou a cadeira e sentou do meu lado. Em seguida a garçonete chegou com o troco, quase 40 dólares, e só então vejo que na caderneta há a coluna “quantia doada”. Shit, pensei, não tenho como falar não para um monge budista, não é mesmo? Ao mesmo tempo não quero dar todo o dinheiro. Então estendi 12 dólares, ao que ele responde “20”. Saquei que tinha algo errado, mas fiquei meio em choque, e entreguei mais 10. Não conseguia conceber a idéia de ser roubada por um monge. E então ele apertou minha mão e foi embora.

Então fiquei completamente em choque, por que outro dia aprendi que monges budistas não podem encostar em mulheres. Por alguns minutos ainda fiquei duvidando que se tratava de um golpe, afinal de contas ele tinha uma cara “boa”, e pelo amor de Deus, ERA um monge.

Pois é, meu povo, caí num golpe. Deixei minha ingenuidade e ignorância interferir no meu bom senso. Eu, brasileira, esperta, rápida e experiente em me livrar de espertinhos fui cair num golpe dos mais manjados de Singapura.

Uma amiga local me explicou que esse é um golpe comum, mas só aplicado nos “brancos”. Disse que normalmente os golpistas não são singapureanos, mal falam inglês (o que segundo ela já devia ser uma indicação de coisa errada) e só investem nos brancos por que somos alvos fáceis, por não sabermos identificar de longe que ele é um monge-farseta. E também explicou que pedir doações para caridade na rua é PROIBIDO e quem quer fazer isso precisa pedir autorização e registrar a ação no governo.

Claro, eu não tinha como saber, e como sou a “estranha” aqui e esse é um país tããão seguro que você não pensa por um minuto que um MONGE vai te roubar. Não só me roubou, como ainda pediu mais. E eu dei.

Como diz a placa que li em Chinatown: LOW crime doesn’t mean NO crime.

E outro ditado que está preso na minha cabeça desde o ocorrido: “fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me”. Tô com pena do próximo monge que se aproximar de mim pedindo dinheiro.

7 comentários:

  1. Má!! Não acredito! que situação hein!
    bom, cuidado para não confundir os monges..e nin guém no restaurante te falou algo?!
    adorei que vc me ligou ontem!! muito!!
    beijo!!!!

    ResponderExcluir
  2. Nossa, golpe baixoooooo!!!
    Sem noção a cara de pau da criatura. E a garçonete nem pra interferir, hein?

    tadinho do próximo falso monge que te abordar...

    ResponderExcluir
  3. ahsduahdushad Eu teria medo pelo próximo! Infelizmente 171 tem em todo lugar...

    ResponderExcluir
  4. Macau,
    Eu quase cai num pior aqui em Sampa, na sexta passada. Seria muito pior que seus US$22. Os golpistas estão soltos.. Tome cuidado em qualquer lugar.
    bj
    harumi

    ResponderExcluir
  5. má!
    sonhei com vc, sonhei que estava em singapura no seu apto!!
    foi o máximo!
    te conto detalhes depois, se eu não esquecer hahaha
    beijo!!
    Carol Pira

    ResponderExcluir
  6. Hahahahha
    Uma vez uma cigana fez isso comigo em Fortaleza, só que eu percebi e nao dei o dinheiro, ela pegou da minha mão e saiu correndo

    ResponderExcluir
  7. Será que não está sendo maldosa demais? Não seria um dízimo budista? Pensa bem, vc para as religiões é equivalente com a culinária!
    E vê se não se esqueça do Frei Galvão aí, sempre tem que agradecer!
    Bj
    Lilian - catolicíssima (nossa, será que é assim?)

    ResponderExcluir