domingo, 31 de maio de 2009

Home sweet home

Tudo aconteceu meio às pressas. Não tínhamos certeza de quando o container seria liberado na alfândega, mas estávamos torcendo para que fosse no sábado. Um mês morando em hotel, haja paciência... não dava para esperar nem mais um dia!!

Acho que eu rezei tanto que deu certo. Sábado de manhã chegou o container e em 4 horas a casa já estava montada. Eram 86 caixas para abrir, considerando móveis, utensílios e tralhas. A empresa de mudança era muito eficiente, montaram tudo, não deixaram sujeira e não estragaram nada. Quem for mudar para Singapura e quiser indicação, é só pedir ;).

O apartamento é ótimo e somos os primeiros moradores – o condomínio foi inaugurado esse ano, e tem três prédios. O nosso apto é no 11º andar (mas nosso prédio tem mais de 40, então 11º é considerado baixo – e mais barato), tem dois quartos (uma suíte) e um abrigo anti-bomba (eles são meio neuróticos com segurança aqui e várias casas têm esses abrigos). Nos quartos e sala temos o sol da manhã, o que é ótimo porque se fosse o sol da tarde não haveria ar condicionado que refrescasse.

O condo em si é o máximo. Minha amiga Luiza viu as fotos e disse que eu estou morando no Club Med! Exagero, claro. Mas se bobear a área das piscinas (sim, no plural) é até melhor que muito hotel por ai, porque é tão grande e tão linda... tem fundo infinito com vista para o rio, tem piscina de criança, tem cachoeirinha... Tem piscina só com hidromassagem, tem jacuzzi com água quente (que eu não entendo pra quê)... é o máximo!!!

Fora as piscinas ainda tem quadra de tênis, basquete, academia, sala de leitura, simulador de golf (que ainda não está pronto), salão de festa e home theatre. Só isso.

Além de todas essas coisas, o condo tem a vantagem de ser eco-friendly (tradutoras, como fala isso em português? Amigo da natureza? Rs...), então foi projetado para economizar energia e água.

Nós estamos encantados com o condo e com o apartamento. Ainda estamos meio rodeados de caixas e nem todas as coisas já encontraram o lugar certo, mas já está com cara de casa.

Por enquanto eu estou dando uma de Amélia, lavando, limpando e requentando (sim, porque ainda não me arrisquei no fogão), ao som do CD do Mamma Mia, minha última aquisição. Mas sinceramente não vejo a hora de contratar uma empregada, que seja uma vez por semana. O que eu queria mesmo era poder importar a Selma, porque ela já sabe tudo, mas como não dá (e minha irmã me mataria) vou ter que encontrar uma aqui. A maioria das empregadas que trabalham em Singapura são das Filipinas, Malásia, Mianmar... e nem todas falam inglês, então vamos ver o que me aguarda.

Ainda não vou mandar as fotos porque a casa não está pronta. Então segurem a curiosidade que assim que estiver eu divulgo!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Casa nova!!!

A razão do meu sumiço foi que finalmente mudamos para o apartamento!! Estamos felizes, soterrados em caixas e papel bolha e com a vida de ponta cabeça. Ainda não temos internet, por isso não estou respondendo emails, e agora estou num Starbucks mas sem o adaptador para ligar o laptop na tomada e a bateria já vai acabar (aqui as tomadas são de 3 pontos, um saco). Assim que possível entro de novo logo para contar todas as novidades!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Novas experiências

Estou meio atrasada com esse texto, mas vou colocar mesmo assim...

Pra que serve o final de semana?

Para provar que eu consigo, sim, dirigir na mão inglesa.
Para levar a primeira multa.
Para explorar coisas novas, como o Night Safari, o Fish Spa e o Water ski.
Para conhecer gente nova e, o mais importante (e chocante de tudo), comer camarão e marisco e adorar!!!

Começo pelo water ski, que nada mais é do que uma represa com cabos elétricos (tipo teleférico) onde as pessoas podem esquiar. Você pode pagar por hora ou por dia, e eles têm todos os equipamentos (colete salva-vidas, capacete e wake board, ski, monoski, etc) e você pode dar quantas voltas quiser (ou conseguir) na represa. Aos sábados, o lugar fica bem movimentado, e caso não queira se arriscar na água, pode fazer como eu e ficar tomando suco no bar. Já tentei esquiar tantas vezes (sem sucesso) que achei melhor não fazer papel de ridícula caindo na frente daquele bando de gente. Quem sabe segunda de manhã não seja um horário mais indicado para principantes como eu. Em compensação, o Steven se esbaldou, só caiu uma vez em uma hora de ski.

Ah, e a multa que levamos foi por causa do estacionamento no ski. Em estacionamentos ao ar livre você tem que comprar umas folhinhas tipo Zona Azul, mas nós não sabíamos e levamos uma multa de $30 dólares. Três semanas em Singapura e já temos uma multa!

Depois do ski, fomos jantar num restaurante chamado Jumbo, especializado em frutos do mar. Mais autêntico do que o Jumbo, não há. São várias filiais em toda a ilha, mas o da East Coast é o maior, fica de frente para o mar e várias pessoas já me disseram que serve a melhor comida de Singapura.

Com um pé atrás, lá fomos nós: o Steven, que não come nada do mar, eu, que só como peixe, e três viciados em qualquer coisa que vem do mar. Deixamos os pedidos por conta deles. Enquanto esperávamos a surpresa, nos entretíamos tentando comer amendoins com palitinhos. A dificuldade é que aqui o calor é tanto, que até os amendoins transpiram (essa é minha nova piada preferida, que eu inventei e agora saio falando pra todo mundo).

Eis que começa a chegar a comida. Primeiro, bambu com almeijoas (marisco) e alho. Depois, camarão frito com cereais (meio doce). Para acompanhar, um legume com molho (que infelizmente não lembro o nome). Comi, gostei e lambi os beiços! A única coisa que não consegui encarar foi o caranguejo, e posso dizer que NÃO fica pra próxima.

Depois dessa comilança toda, fomos para o Night Safari. Quando sentamos no carrinho, já eram quase 22h. O passeio durou pouco mais de uma hora, porque fizemos uma parada e caminhada. Para aqueles que lembram do Simba Safári, infelizmente o de Singapura não tem comparação. Os animais aqui ficam relativamente perto do caminho do trenzinho, não estão presos em grades mas também não estão soltos.

Mesmo assim, observar os animais à noite, ver os leões rugindo loucamente, entrar na caverna dos morcegos e quase levar uma espirrada de um elefante-africano gigante foi bem legal.

Mais um passeio testado e aprovado. Quando as visitas vão começar a chegar para eu poder mostrar a cidade, hein??

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Matéria

Saiu uma matéria na Época Negócios sobre trabalhar fora do Brasil, com depoimentos de várias pessoas. O presidente da Microsoft para a Ásia-Pacífico é brasileiro, e mora em Singapura. Vejam o depoimento dele:

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI24441-16365,00-UMA+MISTURA+DE+CORES+CHEIROS+VALORES+E+CONDUTAS.html

(nem a Época começou a escrever Singapura com "s". Claro que pesquisei antes de batizar o blog, mas eu sou a única brasileira que abandonou o "c" e agora começo a questionar se as fontes eram confiáveis! Alguém sabe me dizer? Van, minha professora de Português e filóloga preferida, você sabe?)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fish spa experience

Antes de começar a falar do Fish Spa, já aviso que o assunto (e as fotos) vão causar polêmica (ou repulsa) em uns e outros. Não digam que eu não avisei!!

Bom, o Fish Spa é um lugar onde você vai para cuidar dos seus pezinhos. A técnica foi descoberta na Turquia, mas é tão popular em Singapura que você encontra um fish spa em cada esquina.

O tratamento consiste em colocar os pés numa piscina cheia de peixinhos ansiosos por morder os seus dedinhos. Alguns dos benefícios são: esfoliação, aumento da circulação e melhoria do humor, porque é impossível não rir!

No começo é bem bizarro, é verdade. Fui com uns amigos e antes de eu entrar na área das piscinas eles já estavam gritando. Nada animador, mas já tinha pagado por 20 minutos, então achei melhor encarar.

A primeira sensação é de aversão total. Nojo mesmo. Eu me sentia num daqueles filmes em que a mocinha fica presa na caverna e as baratas, lesmas ou besouros começam a andar nas pernas dela. Mas depois de alguns minutos você perde o nojo e começa a achar muito engraçado. Primeiro, por que faz cócegas. Depois, por que você começa a reparar nos peixinhos, e não tem como não achar aquilo divertido.

O spa onde fomos, Kenko, tem várias piscininhas com peixes diferentes: uns maiores, uns menores, e um que me falaram que era piranha (óbvio que não era, mas mesmo assim não quis nem olhar).

Em uma das piscinas tinha um peixe tão gordo no meu pé que eu achava que ele ia comer meu dedinho inteiro. E outros tão pequenininhos que se enfiavam no meio dos meus dedos causando um ataque de riso.

Mas vinte minutos passam muito rápido, e quando me avisaram que o tempo tinha acabado eu não queria ir embora.

Saí de lá com os pés macios e com a certeza de que voltarei!!

PS- para os mais frescos: não se preocupem, os pés e pernas são lavados antes e depois do tratamento

quinta-feira, 14 de maio de 2009

As perguntas que não querem calar - parte 1

A adaptação em um novo país é lenta e trabalhosa, e por mais que você se prepare antes só vai mesmo saber como é uma vez que já esteja morando no lugar.

A minha adaptação está sendo bem melhor do que eu imaginava. Tirando o calor e a comida local, não tenho tido grandes problemas. Mas mesmo assim, à medida que o tempo passa e as coisas vão acontecendo, muitas perguntas vão surgindo e eu me pego pensando constantemente porque as coisas são como elas são.

Hoje, resolvi compartilhar com vocês minhas dúvidas sobre os dois assuntos mais importantes para o povo de Singapura: comida e compras.

Compras
Por que algumas vezes eles usam as medidas (tamanhos) do Reino Unido e outras dos Estados Unidos?
Por que, se eles usam medidas do Reino Unico e EUA, eles também não têm vendem peças com a numeração equivalente?
Por que você assina dois recibos do cartão de crédito e não fica com nenhuma dessas vias?
Por que as pessoas não parecem se importar com quantas sacolas plásticas elas realmente precisam usar para carregar as compras do supermercado?
Por que eles não colocam preços nas vitrines?

Comida local
Por que as comidas locais tem que ser tão apimentadas ou tão doces?
Por que eles misturam carne, frango, peixe e porco no mesmo prato?
Por que os restaurantes nunca têm facas (e você tem que comer de garfo e colher?)
Por que as porções de arroz são tão grandes?
Por que quase tudo é frito ou banhado em óleo?
Por que nos food courts você tem que pagar por guardanapos?
E por que mesmo com tudo isso a maioria da população consegue ser magérrima?

Claro que algumas nem resposta tem, mas outras... me aguardem que eu vou descobrir!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ok-lah!

Em Singapura são quatro os idiomas oficiais: chinês, malaio, tamil e inglês. Mas o que mais se ouve nas ruas, é o tal do singlish, que mistura elementos de todos esses idiomas em um dialeto único. O singlish tem influências do chinês e do malaio, principalmente, e gramática, pronúncia e vocabulário bem diferentes do inglês.

O governo de Singapura desencoraja o uso de singlish, e acredita na importância do povo singapureano se comunicar claramente com pessoas de outros países, nativas no inglês ou não. E para enfatizar o ponto, até criaram uma campanha, o Speak Good English Movement.

Vejam alguns exemplos do singlish:
• Dis country weather very hot one. – Nesse país, o clima é muito quente.
• Dat person there cannot trust. – Aquela pessoa não é confiável.
• How come never show up? – Porque você não veio? (o never substitui o didn't)
• I li badminton, dat's why I every weekend go play. – I like badminton, so I play it every weekend.
• When I was young, ah, I go to school every day. – Quando eu era jovem ia à escola todos os dias.
• You want beer or not? – Você quer uma cerveja?
• Can or not? – Isso é possível?
• No good lah! – Isso não é bom! (o lah é usado para dar ênfase)

É como se fosse uma simplificação meio rústica. Não existe pronome, tempo verbal ou uso do verbo “to be”, que é a primeira coisa que aprendemos em inglês. Mas é curioso ver como uma língua sem regras gramaticais soa rude. Curta e grossa!

Para complicar ainda mais a compreensão, ainda há o agravante da entonação. Sim por que eles não só economizam nas palavras, mas também nas sílabas. E, mesmo que tenham estudado inglês por anos e anos, podem ler e escrever perfeitamente, mas a pronúncia ainda vai ser, hum, peculiar... (tentando loucamente não escrever o que eu queria de verdade).

Eu raramente entendo o que eles falam, e normalmente acabo concordando com tudo que dizem, porque acho que é mais simpático do que ficar muda, olhando com cara de idiota enquanto espero por uma luz. Deixar seu futuro nas mãos da sorte não é lá muito sábio, mas é melhor arriscar do que ficar perguntando mil vezes o que eles querem dizer.

Por que o grande problema (talvez o maior de todos) é que quando você diz que não entendeu o que o outro disse, ele pode até repetir, mas não vai mudar uma vírgula na frase que já tinha sido dita inicialmente. Vai repetir igualzinho a primeira vez, com a mesma entonação e no mesmo volume de antes. Aliás, taí outro grande problema: se os caras conseguissem falar num tom audível, talvez até desse pra entender. Mas eles falam “pra dentro”, quase como um sussurro.

Talvez por isso tenha tanto anúncio de aparelho de surdez no jornal.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Chinatown

Já passei por uma ou outra Chinatown na vida, mas confesso que sem prestar muita atenção. Talvez por falta de tempo, ou mesmo de interesse.

Mas hoje decidi que era hora de explorar de verdade a cidade, ao invés de ficar me esquivando pelas sombras e shoppings em busca de ar condicionado. E lá fui eu para Chinatown em Singa!

Como imagino que todas as Chinatowns do mundo sejam, tem uma área bem turistona, cheia de lojinhas vendendo leques, tralhas e eletrônicos. Aqui a mais popular é a Pagoda street, onde é difícil andar na rua sem um lojista tentar te oferecer algo. Paralela à Pagoda está a Smith street, cheia de restaurantes e barraquinhas de comidas típicas da região.

O mais interessante de Chinatown é o fato de você encontrar um templo budista, uma mesquita e um templo indiano em uma única rua, a poucos metros de distância um do outro.

O único deles em que eu não entrei foi na mesquita – por ignorância e por medo, mas realmente não sei se eu seria bem vinda ali. No templo indiano (Sri Mariamman – deusa hindu), não só entrei como assisti ao culto. Me senti uma intrusa, mesmo sendo permitida a entrada de turistas (fotos e filmagem só podem ser feitas se você pagar a taxa de $3 ou $6, respectivamente). No começo estava muito tímida e não queria tirar fotos para não incomodar as pessoas, mas com o tempo fui me soltando.

Achei muito interessante! Pelo que entendi esse é um ritual diário na vida dos hindus. Os priests (como seria em português?) fazem às oferendas aos deuses entoando um mantra, enquanto os fiéis assistem e rezam. Ninguém faz sermão, manda apertar a mão do vizinho ou coisa do tipo. Me pareceu um ritual bem individualista, onde as pessoas vão sozinhas oferecer incensos, flores e frutas para os desus, e rezam em silêncio. Ao invés de ficar aqui tentando explicar o que eu vi, achei a descrição perfeita na num site:

“Nos templos hindus não impera o sentimento de excessivo respeito, próprio do budismo, nem a excessiva sobriedade da mesquita, nem o recolhimento da igreja cristã, onde o ruído é considerado um elemento perturbador. No templo hindu tudo são luzes, cores, música, ruídos, e comida. (...) Não existe o silêncio, não se exige sobriedade nas cores das vestimentas, não se exige pontualidade, nem homogeneidade no rito. As pessoas podem rezar a qualquer hora e há total liberdade nessa maneira de chegar até a divindade.”

A experiência no templo budista (Buddha Tooth Relic Temple) foi bem diferente, porque não fui na hora do culto, mas nem por isso foi menos especial. O lugar é de cair o queixo, ao entrar no salão principal me senti num filme. Budas gigantes, dourados, flores... e nas paredes 100 budas de todos os tipos e tamanhos. Eu queria muito ter alguém para me explicar tudo lá dentro, mas como não tive, vou ter que voltar. Aliás, esse templo também tem um museu, mas confesso que estava com pressa e só passei pelo térreo. Por isso, vou deixar para escrever com detalhes da próxima vez!

Saindo do templo, comi um doce típico chamado “egg tart”, que poderia ser um pastel de belém, mas não é. Achei meio estranho, com muito gosto de ovo... e meio mole... Não acho que comeria de novo...

De lá fui para a parte moderna do bairro, que é simplesmente o máximo! Designer stores, restaurantes e bares descolados... Dá vontade de entrar em todas as lojas e sentar em todas as mesas da Club street! Com certeza vou escrever mais sobre esse lado cool de Chinatown.

Saindo de lá desci pelo outro lado do bairro, onde há mais uma mesquita e um templo budista vizinhos (o templo, Thian Hock Keng, é um dos mais antigos da cidade, mas depois de ver o Tooth Relic, nada mais me impressiona...). E no meio de tanto restaurante chinês, tailandês e coreano, um oásis! Um café italiano!! Já eram quatro da tarde e eu só com o egg tart no estômago. Nunca fiquei tão feliz com um sanduíche de presunto e queijo!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

H1N1 em Singapura

Como em qualquer outro lugar do mundo, em Singapura só se fala disso. Todos os viajantes que chegam ao aeroporto de Changi têm que passar pela medição de temperatura, e os que estão com febre são levados para uma salinha para uma análise mais detalhada. Caso tenham estado em alguns dos lugares de risco ou tenha algum outro motivo suspeito, terá que ficar em quarentena por 7 dias. Quem mora em Singapura pode ficar em quarentena em casa, e quem não mora é levado para um hotel.

As fronteiras terrestres e os pontos de balsa (para Indonésia, Butão, etc) também estão sendo controlados, mas no caso das estradas somente passageiros de ônibus passam pelo exame.

O governo é muito claro sobre o que está acontecendo, e acho o jornal bem didático. Ao contrário da CNN e Bloomberg, aqui eles a imprensa não aterroriza as pessoas. Talvez porque até agora não tenha nenhum caso confirmado, não sei...

Enfim, hoje fui a um museu que fica aqui do lado do hotel, o Singapore Art Museum. Na entrada, tive que preencher um formulário sobre minha saúde. Depois, tive que passar pela medição de temperatura, que foi muito bizarra. Sentei numa cadeirinha e um cara de máscara apontou um termômetro megaplus na direção da minha testa, sem encostar. Em 10 segundos o negócio apitou e mostrou minha temperatura (acho que é por sensor infravermelho, não sei ao certo...). Só então ganhei o adesivinho verde falando que eu estava ok pra entrar no museu... Que maratona!!

Depois que saí de lá (nem vou comentar muito do museu, porque não achei grande coisa – a casa é linda, mas não entendo nada de arte para julgar as peças), fui no 7-Eleven comprar água, e no caminho vi vários prédios com seguranças mascarados fazendo o mesmo procedimento que eu tinha feito no museu...

Bizarro. A pergunta é, precisa disso tudo?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Shop hopping

Ontem resolvi explorar a Orchard Road para matar a nossa curiosidade. Saí linda, leve e fresca de jeans e tênis, porque ontem o dia estava tão gostoso e eu estava crente que hoje seria igual. Os primeiros três quarteirões foram ótimos, me senti num dia normal em SP. A partir do quarto, meu amigo... a coisa ficou preta.

Mas continuei com meu propósito de explorar a avenida, e o único jeito de fazer isso é mesmo à pé. Para aliviar o calor, ia andando pelas sombras, parando de vez em quando na frente de uma loja que estava com a porta aberta liberando um arzinho gelado...

Vi muita tranqueira, mas também várias lojas legais. Só entrei em cinco shopping centres. Só? É, se você considerar os tais 22 que tem na rua, cinco é pouco. Então, com base na minha andança de hoje, pude notar que:

- The Paragon e Ngee Ann City/Takashimaya são os shoppings mais chiques, com as marcas mais top (Prada, Gucci, Armani, Ferragamo... preciso continuar?) e preços mais inacessíveis
- Tangs é uma loja de departamento tipo El Corte Ingles na Espanha, ou Macy’s nos Estados Unidos, e na sessão de coisas para cozinha têm várias pessoas demonstrando os produtos (panelas, forninhos, etc) e fazendo comida em tempo real, muito legal isso! E o cheiro estava uma delícia. Até parei para ouvir a primeira mulher, mas ela só falava chinês. A segunda falava singlish, e quando eu parei pra olhar ela começou a falar olhando só pra mim e, além de eu não entender direito o que ela falava, fiquei meio sem graça com a tiazinha me encarando.
- Wheelock Place, Wisma Atria são shoppings com diversas lojas mais acessíveis

E sobre os valores, ainda é difícil dizer. Nenhuma vitrine expõe os preços ao lado das peças, então se você gostar de algo vai mesmo ter que entrar para descobrir. A única loja que entrei foi a Sony Style, e vi que um Sony Vaio sai em média por R$ 2.900 (cotação de ontem), enquanto que no site da Sony no Brasil o mesmo modelo sai por R$ 5.499. Acho que isso confirma a suspeita de que eletrônicos aqui são mesmo mais baratos.

Encontrei todo o tipo de gente, orientais, ocidentais, turistas, residentes... Mas o que reparei nas mulheres orientais é que elas deixam as unhas dos pés compridas e bem feitas. Quem me conhece sabe do meu problema com pés e não consigo não reparar quando vejo uma coisa dessas... E unha do pé comprida é muito bizarro, por mais bem cuidada que seja! Como é que elas fazem pra colocar sapato fechado? E tênis? Não entendo...

Outra observação é a quantidade de loja de cosméticos, perfumes e afins, salões de manicures, pedicures e spas (e já vi Brazilian wax em vários lugares!) – a mulherada aqui é realmente vaidosa. E para fazer a mão custa no mínimo 20 dólares (R$ 29), o que não é totalmente inacessível.

Bom, depois de uma tarde andando de shopping em shopping (shop hopping), fiquei até com cãibra na mão. Por quê não nas pernas? Porque passei muito tempo fechando as mãos com bastante força para não cair na tentação das compras... É, esse lugar é um perigo...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Dirigindo em Singapura

Antes de vir para cá, tirei minha carteira de motorista internacional porque imaginei que talvez fosse precisar. Desde que soube que em Singapura eles dirigem “ao contrário” (ou seja: mão inglesa, ou pela esquerda), fiquei com o pé atrás. Só tentava imaginar como seria dirigir sentada do lado direito do carro.

Pelo menos a empresa do Steven arranjou um carro automático pra ele, que é para diminuir o risco de acidentes. Enquanto que o câmbio fica do lado esquerdo, os pedais de breque e acelerador são “normais” – breque no meio, acelerador à direita (só pra não deixar dúvidas).

No primeiro dia, ele se atrapalhou um pouco com o carro e as ruas, mas com a ajuda do GPS e muita atenção ele conseguiu se acostumar rapidinho. Depois de uma semana sentada no banco onde normalmente tem uma direção na frente (e achando muito esquisito sentar na cadeira do motorista e ficar de braços cruzados), posso dizer que já estou mais habituada.

E então chegou o dia em que eu deveria arriscar umas manobras, afinal de contas em caso de emergência é bom que eu saiba dirigir, e normalmente emergências não mandam aviso. Colocamos um endereço no GPS, que era só para ter uma direção e não ficarmos zanzando feito idiotas, prendi a perna esquerda para não deixar o pé pisar no freio achando que é embreagem e lá fui eu.

É tudo muito esquisito! De ponta cabeça, como diria minha mãe. A seta fica do lado direito, então toda hora que queria sinalizar uma virada, ligava o limpador de parabrisa (é assim que escreve com as novas regras?). Pelo menos não começou a chover, senão eu ficaria dando seta pra tudo quanto é lado antes de conseguir efetivamente limpar os vidros.

Apesar das trapalhadas, confesso que me saí muito bem até quase o final do “circuito”. Por causa de uma curva estúpida, liguei o parabrisa ao invés da seta, me distraí tentando fazer o negócio parar e subi (com UM pneu só!) na calçada.

Mas eu sou brasileira e não desisto (quase) nunca, então no próximo final de semana vou tentar de novo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Update

Depois de uma intensa semana agindo como turistas (sem muito tempo para escrever no blog), posso dizer que ainda não conseguimos ver tudo que se tem pra ver em Singapura. Como o Steven só tinha uma semana de férias, demos prioridade às mais populares atrações. Foram elas:

- Sentosa (a ilha da maravilha)
- Singapore Flyer (a maior roda gigante do mundo – maior que a London Eye)
- Zoológico (sem dúvida o zoo mais bonito que eu já vi!)
- Bus tour (porque ninguém é turista de verdade sem andar num desses ônibus)
- Passeio de barco no Singapore river (no fim da tarde não é tão quente, e o pôr do sol é lindo)
- Raffles Hotel (tradicionalíssimo e chiquérrimo, com o famoso (e turístico) Long Bar, que serve o Singapore Sling, drink com gosto de xarope de tutti-frutti)
- Jardim chinês (que fica do lado do jardim japonês, mas a fome nos impediu de chegar até ele)

Ainda falta muita coisa, que eu terei que fazer sozinha. Não que seja um problema, porque tempo é o que não me falta. Como ainda preciso esperar a aprovação dos vistos para começar a busca oficial por emprego (sem status do visto no CV, vão me descartar na primeira leva), ainda posso me dar ao luxo de continuar explorando a cidade. Essa semana pretendo conhecer:

- Chinatown
- Little India
- Arab Quarter
- Asian Civilizations museum
- Singapore History museum
- Peranakan museum
- Jardim botânico

Isso sem falar na Orchard Road, que fica do ladinho do meu hotel, e é o paraíso das compras que enlouquece qualquer um. São 24 shopping centres ou lojas de departamentos em uma única rua, sem considerar as ruas adjacentes.

O número é mesmo surpreendente. Andei pela Orchard Road em um dia de semana à tarde, e fiquei impressionada com o número de pessoas circulando por ali nas ruas, shoppings, cinemas, restaurantes... É tanta opção de lugar que até o consumista mais experiente ficaria confuso.

E, se não me falha a memória, em toda Singapura existem mais de 200 shopping centres – tem para todos os gostos: shoppings com lojas caras, ou só de eletrônicos, ou só de cosméticos, ou mais populares... A maioria deles abre diariamente, das 10h ou 11h às 22h, inclusive feriados (sexta-feira 1º de maio foi uma loucura...). Alguns shoppings ficam abertos aos sábados até a meia-noite.

Enfim, se Singapura fosse mais perto do Brasil, com certeza Miami perderia o título de destino preferido para compras.

Mas por enquanto, enquanto ainda estou desassalariada, nada de me empolgar nas trocentas lojas daqui. Foco nos programas turísticos, museus, parques e caminhadas.

E agora, para complementar meu perfil de turista-exploradora, além do meu inseparável guia do Lonely Planet vou poder carregar sempre na bolsa minha mais nova descoberta: a revista Time Out Singapore, que traz todos os eventos, shows e destaques do que está acontecendo na cidade.

Antes de começar, talvez dê só uma passadinha no shopping pra comprar um tênis, sabe como é, o meu ficou no container...


PS – as fotos no Flickr já estão atualizadas, é só clicar no slideshow aí do lado.
PS2 - No site http://www.hotel.pt/ você pode fazer reservas de hotéis no mundo todo