sexta-feira, 24 de abril de 2009

A chegada

Chegamos!! Vou poupá-los dos detalhes do vôo, porque realmente não foi nada de extraordinário. Só mais um vôo de 12 horas na minha vida, com comida de avião, cheiro de avião, banheiro de avião.

Mas vamos por partes. Primeiro, a chegada no aeroporto - momento que estava me tirando o sono (tá bom, vai, o cochilo da tarde). Todo mundo sempre falou que Singapura era rígido, não podia chicilete, não podia cigarro, tinha que trazer certificado de vacina de febre amarela... Bullshit. Não tivemos nem que passar por segurança nenhuma, descemos do avião, passamos pela imigração, a guardinha (antipática, claro, como guaridnhas de aeroporto têm que ser) carimbou os passaportes e pronto.

Aí veio a parte do táxi. Maior esquema organizado (mesmo), nos mandaram para um táxi e lá fomos nós. Detalhe: com três malas, razoavelmente pesadas (pagamos 360 EUROS de excesso pela terceira, que só pesava 20kg), entramos num taxi velho que cheirava NOODLES. Eca.

Além dos carros aqui serem mão inglesa, o que já dá uma certa aflição, o tiozinho falava um inglês que eu não entendia (o tal Singlish que falei no primeiro post), mas lá fomos nós. Mal andamos 3km com o carro e o pneu furou. O taxista ficou puto, falando que era nossa culpa que tinha furado o pneu porque as malas eram muito pesadas. Hã-hã, valeu pela recepção calorosa.

Descemos no meio da avenida (tipo uma 23 em SP) e eu já levantei o bração. Logo encostou um taxi novinho, uma Mercedes nos trinques sem cheiro de noodles. O segundo taxista ria tanto do primeiro, deu até dó. Aliás, foi ele que nos explicou que o primeiro nos culpava pelo ocorrido...

Enfim, vim de olhos arregalados absorvendo as primeiras impressões da cidade. Vou falar pra vocês que é a saída de aeroporto mais bonita que já vi na vida, nada que se compare à marginal Tietê. Não vimos muito, apesar do hotel ser no centro.

Bom, chegando no hotel, maior esquema armado: carro parado na garagem com GPS e celular para o sr. mc. O hotel é uma zona na área comum, mas o quarto é ótimo.

Saímos para jantar num lugar aqui perto que já esqueci o nome (perdoem o jetleg), e comi o máximo que minha ousadia permitia para o primeiro dia: um cheeseburguer. Não me xinguem, vou ter tempo de sobra pra comer todas as coisas diferentes que tem aqui, mas para evitar revertérios resolvi não arriscar.

Agora, quanto ao clima..... preciso falar que tudo que li estava certo, aqui é um calorão. Logo saindo do avião você já sente um bafo, como se tivesse um monstro invisível de boca aberta na sua frente. Úmido, quente, com aquela transpiração suave constante. Mas também, a tonta aqui saiu de calça jeans, então, vamos dar um desconto para essa primeira impressão.

Sobre as pessoas, ainda tivemos pouco contato. O inglês realmente é difícil de entender.. por exemplo, na hora que pedi o cheeseburguer, o garçom falou algo do tipo: "how you like meat?". Depois de uns minutos boiando, respondi "ao ponto, bem passado", de um jeitinho bem brasileiro. O garçom caiu na gargalhada e disse que ou é um ou é outro, e eu fiquei me sentindo uma idiota.

Depois saímos pra procurar uma farmácia.. pedimos indicação na rua umas duas vezes, mas se não fosse o fato das pessoas terem apontado a direção jamais teríamos achado. Espero que meu ouvido se acostume logo...

Outra palhaçada que fizemos o dia inteiro foi desviar de pessoas pelo lado direito, como fazemos no brasil. Só que aqui, tem que ser do esquerdo. Já dei altas trombadas....

Bom, sei que falei que o blog não ia ser um diário, mas estava ansiosa para contar para os curiosos como foi o primeiro dia. Prometo tentar fazer textos mais elaborados das próximas vezes, ok?

Agora vou dormir porque amanhã 9h15 já temos compromisso com a corretora de imóveis.

bjs

7 comentários:

  1. Hahahahahah
    adoreiiiii, pneu furou, acende o farol, acende o farol, ahahahahahah
    pedi demissao, uhuhuhuhuuhuhhu

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  2. má!! adorei que vc já contou da sua chegada!! tava muito curiosa!!
    Bom, tava falando com o Gil outro dia e ele me perguntou: e a meninas onde estão? A Le, Lu, Macau, etc, eu disse Lu e Le na Espanha e Macau em Singapura!! hahaah ele morreu de rir e não entendeu nada!
    bom, boa sorte com o calor, os táxis, a mão inglesa ( cuidado ao andar de bikes pq eu levei um tombo enorme qdo morei na Inglaterra por causa dessa diferença hahaha)
    depois conta como foi com o corretor! boa sorte!
    beijo!!
    Carol Pira

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  3. que doideira, até pra ultrapassar pedestres tem mão inglesa? hahahha

    adorei. E bem que esse comecinho podia mesmo ser estilo-diário, até pra gente saber como é o impacto de chegar em um lugar tão diferente...

    beijo

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  4. vc deve ter inventado essa historia do pneu do taxi, nao eh possivel q tudo acontece com vc! hahaha
    adorei o post!
    bjokass

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  5. Ró,
    como assimmmmm? vou te escrever.

    Carol,
    hahaha e como ele tá? é pra dar risada mesmo, uma em cada canto... o steven já tá dirigindo direitinho!! hahaha

    MH,
    pois é, tbm não sabia... mas tem!
    boa idéia, vou fazer meio diário mesmo, pq tem muita coisa pra digerir ainda!!

    Mo,
    eeeeeeh você leu o blog! eu que amei!

    Alanis,
    hahaa fala sério né? mas juro que é verdade!

    beijos

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  6. Gabriel Pina dos Santos6 de junho de 2011 05:54

    Coisa idiota essa tal de mão inglesa. Existe alguma lógica nisso?

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