quinta-feira, 30 de abril de 2009

Informações básicas

Com tantas novidades para contar todos os dias, acabei me esquecendo de comentar coisas básicas e que as pessoas estão me perguntando (por email, porquê essa timidez de comentar, meu povo?).

Em relação ao custo de vida, ainda estamos descobrindo. Algumas coisas são baratas, como táxis, e outras são bem caras, como bebida alcóolica. Em qualquer lugar que você vai pagar em média 8 dólares singapureanos (equivalente a mais ou menos R$ 11), mas grande parte dos bares e restaurantes que fomos servem “pint”, quase meio litro de cerveja, por 12 dólares. Eu acho um desperdício de dinheiro, porque nesse calor em 5 minutos a cerveja está quente e, para mim, intragável. Vou sentir falta do chopp “garotinho”...

Os restaurantes também são meio carinhos. Um jantar para duas pessoas só com prato principal e uma cerveja ou vinho sai por uns 80, 90 dólares. Estamos tentando descobrir alternativas mais baratas sem ter que apelar para os hawker centres, porque todos nós já sabemos que eu nunca vou ser feliz lá.

Tinham nos falado que aqui é o paraíso dos eletrônicos, e que os preços são ótimos e tal. Até agora ainda não achei tanta diferença assim, mas preciso me aprofundar na pesquisa. Ao mesmo tempo, tinham falado que supermercado era caro (para comidas ocidentais), mas ontem demos uma olhada no Carrefour e os preços eram os mesmos da Holanda... Então isso só vamos descobrir quando já estivermos morando no apartamento.

O transporte público aqui é uma maravilha. Já tinha andado em vários metrôs, mas nunca em um tão organizado quanto esse – é de cair o queixo. Os locais reclamam que a rede do MRT (Mass Rapid Transport = metrô) não é tão abrangente, mas ainda não tenho base para comentar isso. Eles dizem que os ônibus são muito melhores, todos com ar condicionado e preferência no trânsito. Tanto para ônibus quanto para o MRT você pode usar o cartão ezlink, que é recarregável. Ok, isso até é comum, mas o interessante é que, se você compra uma passagem única, sempre paga 1 dólar a mais, e depois que chega ao seu destino por recuperar esse dólar. Por que? Nossa teoria é para que as pessoas não joguem o cartão no chão.

Aliás, limpeza é uma preocupação constante. Não se pode jogar lixo na rua de jeito nenhum (apesar que eu já vi um ou outro saquinho por aí), nem comer ou beber nos ônibus e MRT. Em bares e restaurantes fechados não existe área de fumante, em outros existe área externa para fumantes mas, mesmo em lugares como o Starbucks (um em cada esquina, impressionante) os fumantes tem uma área demarcada, normalmente sem cadeiras e guarda-sol que é pra não ficar muito confortável. Parece que eles fazem de tudo para as pessoas não fumarem. Fora que o maço de cigarro custa 12 dólares, e as fotos nas caixinhas são beeeeeem piores que no Brasil. Um horror!

Fora isso, as ruas são super bem sinalizadas, o trânsito parece fluir bem, sem a bagunça típica e os motoristas folgados de São Paulo. Acho que aqui as pessoas têm tantas regras para seguir, que as coisas parecem simplesmente funcionar.

Com todas essas regras, você imagina que a cidade está cheia de policiais, né? Pois não está. Até agora só vi dois, mas eles estavam saindo do estacionamento do shopping na hora do almoço, acho que tinham ido fazer uma boquinha.

Essas são as impressões de uma iniciante, só com o tempo vamos poder confirmar se elas estavam certas ou não. Mas, enfim, quem quiser visitar prepare o bolso!!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sentosa, a experiência

Uma dos principais pontos turísticos de Singapura é a ilha de Sentosa, um paraíso construído e cheio de atrações localizado há apenas 500m da costa. Um misto de Disney, Sea World, balneário e resorts. Uma parte da ilha ainda está em obras, e me disseram que estão construindo um parque da Universal Studios, ainda maior que o da Califórnia, e um cassino, que serão inaugurados em 2010.

Há várias maneiras de se chegar à ilha: ônibus, carro, monorail e cable car. Fomos de cable car por que causa da vista, mas antes de chegar na metade do caminho o mundo caiu. A inocente nuvenzinha cinza no horizonte multiplicou de tamanho e invadiu a cidade. E nós dois patetas lá em cima, sozinhos no cable car, chachoalhando levemente. De longe eu já sabia que aquela não era uma chuva de verão – bom pelo lado da segurança e ruim pelo resto do dia, que continuou chuvoso.

Apesar de saber que até a areia das praias é importada, Sentosa não me deu uma sensação completa de falsidade. Achei tudo muito bonito, organizado, eficiente, e mesmo com aquele ar de parque de diversões até que achei o visual bem natural. Bem, por causa da chuva não chegamos a ir à praia, quem sabe então eu mude de opinião.

Começamos pelo aquário (Underwater World), que me decepcionou um pouco. Depois de ter visto o aquário de Lisboa, vai ser difícil encontrar outro que me impressione mais. Mas enfim, o de Sentosa oferece atrações diferentes como: um tanque onde você pode tocar ou alimentar os peixes, arraias e tubarões (um chinês véio que estava do meu lado pegou um tubarãozinho pelo rabo, tirou da água e deixou o bicho pendurado se contorcendo. Minha vontade era empurrar o cara dentro do aquário para que o tubarão pudesse ter sua vingança, mas resolvi deixar para os funcionários resolvessem o problema), ou mergulhar no tanque maior, no meio de toda a peixarada.

Em meia hora já tínhamos visto o aquário inteiro. E olha que perdi uns bons 10 minutos tirando fotos das criancinhas na frente do aquário das medusas...

De lá, fomos para uma sala de cinema 4D, tipo aqueles simuladores, com aqueles carrinhos que acompanham o movimento da tela e te deixam com a sensação que você realmente é uma viga de madeira sendo jogada por cavernas, rios e precipícios até a fábrica. A ilha ainda tem mais duas salas de cinema 4D, mas só fomos em mais uma, de piratas. Nesse, as cadeiras eram individuais, e mesmo assim cheia de efeitos. Muito bom!!

Enquanto isso, a chuva continuava caindo. Bom para aliviar o calor, mas inconveniente porque a maioria das atrações fica fechada... Então demos uma volta pela ilha a pé mesmo, almoçamos em um dos vários restaurantes/lanchonetes, depois pegamos um ônibus interno (tem até estação, e é tudo tão limpo e organizado que impressiona) e fomos ver o show de golfinhos, organizado pelo povo do aquário. Mais uma decepção... depois de tudo que já vi nos Sea World da vida, esse show deixou a desejar. Mas era com boto rosa (será que só chama boto rosa no Brasil?) e eles são bonitinhos, mas não é uma coisa que vou recomendar com muita convicção.

A essa altura já estávamos exaustos e ligeiramente molhados, e resolvemos ir embora sem esperar o laser show, que só acontece à noite, mas que dizem que é realmente incrível. Então pegamos o teleférico e fomos para a saída do parque. Lá do alto se tem uma boa vista da ilha, das partes já construídas e do tamanho da obra da Univesal e do cassino...

Bom, já sabemos que temos que voltar mais vezes, para ver o laser show, andar pelas trilhas e curtir a praia falsa. Não sei não, to meio desconfiada dessas praias, mas vamos ter que esperar pra ver...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Comendo como os locais

Negócio é o seguinte: eu sempre fui jacu pra comer e todo mundo sabe disso. Gosto de coisas básicas, tempero caseiro, comida italiana e francesa, e um sushi de vez em quando. No Brasil nunca tinha comido num restaurante chinês, nem indiano, muito menos malaio ou indonesiano.

Claro que Singapura é super internacional em todos os sentidos, inclusive grastronomicamente. Mas, já que estou aqui, sei que tenho que tentar abrir a cabeça (e o paladar) um pouco mais e arriscar novos sabores.

Então hoje saí para almoçar com um pessoal do trabalho do Steven. Me convidaram para ir a um hawker centre (ou food court, que a grosso modo é como uma praça de alimentação de shopping onde cada barraquinha tem determinado menu, normalmente baratérrimo, e você escolhe onde quer comer, escolhe uma mesa e espera a hora de pegar sua bandeijinha). Apesar da minha resistência inicial, eram todos holandeses e se eu fizesse careta ninguém ia se ofender, então resolvi arriscar. No último momento até perguntaram se eu preferia Subway, mas eu mantive minha brava descisão.

Lá fomos nós no meio do Distrito Industrial (tipo uma Cubatão chique com o porto de Santos 20 vezes maior), para um típico hawker centre.

Antes de descer do carro eu já estava me arrependendo. Pensei no bandejão da Scania e todas as vezes que eu reclamei da comida de lá. E então lembrei de todas as vezes que tirei sarro do “almoço” dos holandeses (vulgo café da manhã 2). E antes de ler o cardápio do primeiro restaurante, já estava mordendo a língua e engasgando com o veneno de todas essas reclamações. Sabia que o que me esperava ali não chegava aos pés do que já tinha me feito torcer o nariz antes.

Os holandeses, já escolados nas barraquinhas, fizeram uma breve introdução de cada lugar para que eu escolhesse onde queria comer. Resolvi seguir o Steven, de gosto muito mais confiável do que os outros. E lá fomos nós para o meu primeiro chicken curry singapurês.

A foto no cartaz na porta da barraca não era nada animadora, mas frango com arroz me parecia a opção mais segura de todas. O que poderia da errado?

Tudo. A começar pelo fato que o chinês que serviu a nossa gororoba, quer dizer, prato, ficou rindo do fato de eu ser muito maior do que ele. Depois, porque o tal frango não era nada do que eu esperava... além de estar chafurdando no molho curry, estava cheio de pele e osso. A impressão que eu tive é que eles matam o frango, tiram as penas, metem o facão e botam na panela. Pele, osso e outras partes ficam lá boiando no molho amarelo.

Então enquanto observava os três holandeses devorarem suas comidas suspeitas (não quero nem saber o que tinha nos noodles do outro, devia ser cabeça de peixe, no mínimo), fui disfarçando com meu garfo e colher (não me deram faca, era isso ou palitinho!), pescando um frango e tentando arrancar a pele e jogando o que dava pra comer no potinho do arroz, que graças a Deus era separado.

Fiz umas tentativas, mas de repente aquilo tudo me embrulhou o estômago. O calor, o sabor picante do curry, o aspecto do frango... Não, não rolou. Então mandei ver um pouquinho do arroz e deixei a outra panelinha de lado.

Disfarcei com Coca Light, falei que estava muito calor para comer, sorri amarelo (não por causa do curry, please) e cruzei os talheres.

No fim do almoço, estava me sentindo muito fresca. A menina mimada criada a peito de frango, sem osso nem pele. A princesa do filé mignon.

O primeiro sentimento foi de culpa. Depois de muito pensar nos meus hábitos alimentares, na gastronomia internacional, na boa culinária e na minha saúde estomacal, consegui desencanar.

Confesso que ainda me preocupo com a próxima vez que terei que me aventurar num hawker centre, mas só posso esperar que esse dia demore muito para chegar.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Táxi!

Sei que vocês vão me dizer que eu tenho um carma com taxistas, e que eu adoro falar no assunto, mas essa história realmente merece.

Antes de vir para cá já tinha ouvido falar que os taxistas aqui são extremamente gentis e atenciosos. Parênteses: ok, alguns são chineses e ficam fungando até o cérebro, mas pelo menos eles não cospem (é proibido!). Fecha parênteses.

O fato é que eles são mesmo muito simpáticos. Alguns falam um singlish bem puxado, e você precisa pedir para eles repetirem a mesma frase umas três vezes, mas tá valendo. Eles são sorridentes, fazem piadas, não tentam te enrolar fazendo um caminho mais longo e são extremamente honestos. Alguns nem gorjeta aceitam.

No sábado, depois da maratona imobiliária, pegamos um táxi qualquer na rua, loucos para voltar para o hotel e hibernar no ar condicionado. Estávamos sem dinheiro, mas como já tínhamos pagado algumas corridas com cartão de crédito, não nos preocupamos. No meio da corrida o Steven resolve perguntar se o motorista aceitava cartão de crédito, e ele disse que não. Desespero total, ficamos nervosos, sem sabero que fazer. Explicamos a situação para ele e pedimos para parar num caixa eletrônico, mas ele disse calmamente que não podia. Só imaginem essa cena acontecendo no Rio de Janeiro, e qual seria a reação do motorista.

Enfim, o motivo por não poder para num banco é que os taxistas também têm regras que precisam ser seguidas e eles não podem estacionar no meio da rua para esperar um cliente. Então ele explicou que das sete empresas de táxi em Singapura, só duas aceitam cartão de crédito mas que isso não era problema, e que encontraríamos uma solução. Nos desculpamos muito pelo inconveniente, e ele viu que estávamos sem graça com a situação.

Então ele disse para não nos preocuparmos porque ele sabia que não tínhamos feito isso intencionalmente, que era um erro comum de quem não conhece a cidade e que o trabalho dele era oferecer uma alternativa. Por isso sugeriu que fôssemos para o hotel e pedíssemos para a recepção pagar a corrida e incluir na conta do quarto. Nunca vi isso acontecer em lugar nenhum, mas Singapura não é um lugar qualquer.

Resumo da história, o hotel não só pagou a conta como achou a coisa mais normal do mundo. Fica aí a dica para os desavisados como nós.

domingo, 26 de abril de 2009

Jet leg e a primeira festa

Acabo de descobrir que todas as vezes que reclamei de jet leg na vida estava cometendo uma gafe e não sabia. Talvez fosse um soninho ou fome fora de hora, porque nada se compara com o jet leg que estou tendo dessa vez.

Na primeira noite, fui pra cama exausta por volta das 22h, crente que ia capotar e dormir a noite inteira. Que nada, as 2h da manha abro os olhos com tanta energia, que podia correr uma maratona. O que fazer as 2h da manha em Singapura? Com certeza encontraria alguma coisa, mas achei melhor não sair do hotel sem saber para onde ir. Ligar a TV? Ler um livro? Talvez até ajudasse, mas eu sou teimosa e insisti em tentar dormir. E todo mundo sabe que quando a insônia baixa, quanto mais você tenta dormir, menos consegue.

Enfim consegui. Mas duas horas depois aconteceu a mesma coisa, que inferno... Quando o despertador finalmente tocou as 8h (para encontrarmos a corretora, lembram?) eu estava no auge do meu sono. Mas tive que levantar, tomar banho, cafe da manha (que alias nesse hotel e bizarro, uma das opcoes do menu e COUVE FLOR! Quem diabos come couve flor de cafe da manhã? E salada de alface? E purê de batata?) e passar o dia vendo apartamentos. Sem almoçar. Num calor de 39 graus.

Mas não estou reclamando, não, o dia foi otimo, vimos vários apartamentos incríveis. Um condo mais moderno e luxuoso que o outro, com áreas de entretenimento (piscina, jacuzzi, sala de leitura, academia) quase como um resort. E o melhor da história é que, com a crise, a maioria dos preços caíram muito. Ponto para nós!

Depois dessa maratona toda, meu corpo pedia descanso (e meu estômago, comida), mas eu sabia que se fosse pra cama cedo ia ter mais uma noite em claro. Além disso, o Steven tinha recebido um convite para um drink na casa do embaixador holandês, seguido de uma festa no clube holandês e nós achamos que seria divertido. O convite dizia que, quem estivesse com alguma peça de roupa cor de laranja (a cor oficial da Holanda, em homenagem a familia real), não pagaria entrada na festa. Infelizmente, nossas roupas laranjas foram colocadas no container que está vindo com a mudança, então fomos à paisana mesmo.

A casa do embaixador estava abarrotada de laranjinhas. Por sorte não éramos os únicos deslocados, mas com certeza éramos minoria. Conheci alguns colegas do Steven, tomei um pouco de vinho branco, e literalmente derreti no meio daquele povo. Também não era a única, a multidão loira estava vermelho-pimentão e ensopada, de dar dó.

De lá fomos para o tal clube holandês com uns amigos (que a essa altura já eram íntimos) loucos, com direito a uma parada num bar muito legal para tomar uma caipirinha: big mistake. Mistake porque bebida alcóolica aumenta ainda mais a sensação térmica (e a transpiração) e a caipirinha (de cachaça, blergh) nem era tão boa assim.

Enfim chegamos ao clube holandês. Todos os holandesinhos que estavam no embaixador e mais uns 300 se abarrotavam no salão, com música ao vivo (em holandês, claro) e copos e mais copos de cerveja. Observar aquele povo dançando abraçado e lembrando da vida na motherland e derrubando cerveja nos outros (sem querer, claro) foi a melhor parte da noite. Na entrada estavam distribuindo uma buzina de bicicleta (laranja!), então o barulho no salão pode ser comparado com apitos nos bailes de carnaval no Brasil.

Fora do salão, mais holandesinhos se amontoavam entre barracas de comidas típicas, felizes e sorridentes com o seu haring na mão.

Fomos embora antes da meia noite, exaustos e bêbados (sorry mom), e finalmente tive uma noite inteira de sono (quase que) ininterrupto. O que a gente não faz por uma boa noite de sono, não?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A chegada

Chegamos!! Vou poupá-los dos detalhes do vôo, porque realmente não foi nada de extraordinário. Só mais um vôo de 12 horas na minha vida, com comida de avião, cheiro de avião, banheiro de avião.

Mas vamos por partes. Primeiro, a chegada no aeroporto - momento que estava me tirando o sono (tá bom, vai, o cochilo da tarde). Todo mundo sempre falou que Singapura era rígido, não podia chicilete, não podia cigarro, tinha que trazer certificado de vacina de febre amarela... Bullshit. Não tivemos nem que passar por segurança nenhuma, descemos do avião, passamos pela imigração, a guardinha (antipática, claro, como guaridnhas de aeroporto têm que ser) carimbou os passaportes e pronto.

Aí veio a parte do táxi. Maior esquema organizado (mesmo), nos mandaram para um táxi e lá fomos nós. Detalhe: com três malas, razoavelmente pesadas (pagamos 360 EUROS de excesso pela terceira, que só pesava 20kg), entramos num taxi velho que cheirava NOODLES. Eca.

Além dos carros aqui serem mão inglesa, o que já dá uma certa aflição, o tiozinho falava um inglês que eu não entendia (o tal Singlish que falei no primeiro post), mas lá fomos nós. Mal andamos 3km com o carro e o pneu furou. O taxista ficou puto, falando que era nossa culpa que tinha furado o pneu porque as malas eram muito pesadas. Hã-hã, valeu pela recepção calorosa.

Descemos no meio da avenida (tipo uma 23 em SP) e eu já levantei o bração. Logo encostou um taxi novinho, uma Mercedes nos trinques sem cheiro de noodles. O segundo taxista ria tanto do primeiro, deu até dó. Aliás, foi ele que nos explicou que o primeiro nos culpava pelo ocorrido...

Enfim, vim de olhos arregalados absorvendo as primeiras impressões da cidade. Vou falar pra vocês que é a saída de aeroporto mais bonita que já vi na vida, nada que se compare à marginal Tietê. Não vimos muito, apesar do hotel ser no centro.

Bom, chegando no hotel, maior esquema armado: carro parado na garagem com GPS e celular para o sr. mc. O hotel é uma zona na área comum, mas o quarto é ótimo.

Saímos para jantar num lugar aqui perto que já esqueci o nome (perdoem o jetleg), e comi o máximo que minha ousadia permitia para o primeiro dia: um cheeseburguer. Não me xinguem, vou ter tempo de sobra pra comer todas as coisas diferentes que tem aqui, mas para evitar revertérios resolvi não arriscar.

Agora, quanto ao clima..... preciso falar que tudo que li estava certo, aqui é um calorão. Logo saindo do avião você já sente um bafo, como se tivesse um monstro invisível de boca aberta na sua frente. Úmido, quente, com aquela transpiração suave constante. Mas também, a tonta aqui saiu de calça jeans, então, vamos dar um desconto para essa primeira impressão.

Sobre as pessoas, ainda tivemos pouco contato. O inglês realmente é difícil de entender.. por exemplo, na hora que pedi o cheeseburguer, o garçom falou algo do tipo: "how you like meat?". Depois de uns minutos boiando, respondi "ao ponto, bem passado", de um jeitinho bem brasileiro. O garçom caiu na gargalhada e disse que ou é um ou é outro, e eu fiquei me sentindo uma idiota.

Depois saímos pra procurar uma farmácia.. pedimos indicação na rua umas duas vezes, mas se não fosse o fato das pessoas terem apontado a direção jamais teríamos achado. Espero que meu ouvido se acostume logo...

Outra palhaçada que fizemos o dia inteiro foi desviar de pessoas pelo lado direito, como fazemos no brasil. Só que aqui, tem que ser do esquerdo. Já dei altas trombadas....

Bom, sei que falei que o blog não ia ser um diário, mas estava ansiosa para contar para os curiosos como foi o primeiro dia. Prometo tentar fazer textos mais elaborados das próximas vezes, ok?

Agora vou dormir porque amanhã 9h15 já temos compromisso com a corretora de imóveis.

bjs

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Singapura?

Depois de muito planejar finalmente chegou a hora!!

Já ouvi muitas histórias de Singapura... desde "é proibido mascar chicletes" até "para alguns crimes a punição é chibatada". O objetivo desse blog vai ser contar nossa visão e experiências nesse país tão misterioso.

Como uma introdução, sugiro a leitura de um texto no bom e velho Wikipedia, para dar uma noção da história, geografia e cultura.

Para quem, como eu, sempre teve dúvidas de como escrever o nome dessa "cidade estado", uma luz: com as mudanças do Acordo Ortográfico, agora todos os países de língua portuguesa passarão a usar Singapura, com "s", e não mais Cingapura, como antigamente.

Para finalizar o post inaugural, nada melhor do que uma animação que achei na internet que explica bem a história do país. (está em "singlish", ou singaporean english - com influências do chinês e malaio, e ainda não consegui entender todas as piadinhas, mas é divertido!)