terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Uma tentativa

Que vergonha, estou há quase um ano sem escrever no blog! O que começou como um leve bloqueio foi evoluindo para a mais pura falta de paciência e inspiração para sentar e escrever...

O que me fez acordar para a realidade do abandono foi um (atual) amigo e (antigo) leitor do blog, que me perguntou se eu não pensava mais em escrever... Pensar, pensava, mas há uma graaaande diferença entre pensar e fazer.

Enfim, isso não é uma promessa de um retorno triunfal, só uma tentativa... Quem sabe aos poucos o blog não ressuscita?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O golpe do monge – II


De manhã bem cedinho eu gosto de sair para caminhar na beira do rio, enquanto o sol ainda não está muito forte e a temperatura está “fresca”.

Há muito tempo não via os mongezinhos de trajes cinza andando por aí. Hoje me deparei com dois. O primeiro, andava calmamente na beira do rio, em silêncio. Quase passou despercebido.

O segundo estava no Clarke Quay abordando um casal de velhinhos muito simpáticos que já estavam abrindo a carteira para dar dinheiro para o falso monge. Eu, que já estava caminhando rápido, apertei o passo afim de interromper a transação.

Cheguei perto já falando para eles não darem dinheiro para o monge porque se tratava de um golpe. Mesmo surpreso o senhor não desconfiou de mim e já guardou o dinheiro de volta na carteira. Eu olhei bem para o falso monge e falei “SHAME ON YOU” ("você devia ter vergonha!"). Ele foi se afastando sem protestar, tentando disfarçar que tinha sido pego no pulo.

Se eu tivesse um celular naquele momento teria ligado para a polícia.  Os senhores agradeceram muito o aviso, e uma singapureana que acompanhou tudo à distância confirmou que se tratava de um golpe.

Durante esse confronto meus batimentos cardíacos, controlados por um frequencímetro, foram a milhão. Nem quando eu corro eles sobem tão rápido.

Por sorte logo em seguida me deparei com um policial, e não hesitei em relatar o que tinha acabado de acontecer. Ele me agradeceu e já pegou o rádio para tomar providências. E eu continuei caminhando, bufando, morrendo de raiva dos monges abusadores de ocidentais, mas com o sentimento de justiça sendo feita.

Na volta da minha caminhada, pela outra margem do rio, vi os dois monges de novo. Não sei se a polícia conseguiu encontrá-los ou não, mas também não quis parar pra perguntar.

Quando estava quase chegando em casa, encontrei mais um casal de velhinhos sorridentes e inofensivos (obviamente turistas) e não resisti: tive que alertá-los para o golpe do monge de cinza. Eles ficaram muito agradecidos pelo aviso, e eu continuei minha caminhada, me sentindo “a Justiceira do Rio”.

Minha vontade é montar acampamento no calçadão à beira do rio para alertar todo mundo sobre o golpe. Já percebi que os locais não interferem (imagino que por razões culturais, principalmente para evitar confrontos) – quando aconteceu comigo eu estava sentada em um bar e a garçonete não fez nada para impedir que eu desse dinheiro ao falso monge, apesar de saber muito bem que se tratava de um golpe.  E hoje a menina que veio confirmar o que eu dizia ao casal viu muito bem o que estava prestes a acontecer, mas preferiu não interferir (o que eu não entendo, mas enfim... diferenças culturais existem e devem ser respeitadas).

Para quem não leu o post anterior, explico:

O golpe do monge budista, já bem conhecido por aqui, tem como alvo principal ocidentais (principalmente turistas). Um monge com trajes cinzas aborda as pessoas com uma foto de um templo budista em construção e diz que está arrecadando dinheiro para poder finalizar a obra. Eles não falam muito bem inglês (os locais dizem que eles são estrangeiros – da China, provavelmente), portanto não explicam nada muito bem. Só mostram a foto, pedem dinheiro, e depois fazem com que você escreva seu nome e país de onde é (imagino que para contabilizar o país com o maior número de otários que caem no golpe deles no final do dia).

Imagino que o alvo desse golpe sejam ocidentais porque nós não sabemos nada sobre budismo e os costumes locais, e eles se aproveitam da nossa ignorância e respeito à religião deles. Alvo fácil.

Sei que é estranho para quem acaba de chegar ou está de passagem, e sei que somos brasileiros e deveríamos estar “treinados” para esse tipo de coisa, mas quando se pode esperar que um MONGE te ROUBE em SINGAPURA, um dos países mais seguros do mundo?

É triste, mas acontece. Como dizem por aqui, “low crime doesn’t mean no crime” (baixa criminalidade não significa nenhuma criminalidade). 

sábado, 19 de março de 2011

Cingapura ou Singapura?

Como falei no primeiro post que escrevi, com o novo Acordo Ortográfico, o nome do país passou a ser Singapura com S, e não mais com C.

Antes do Acordo, o Brasil era o único país de língua portuguesa que utilizava a grafia com “C”. E já que o Acordo teve como objetivo unificar o idioma em todos os países que falam português, o Brasil agora teve que fazer mais essa mudança e começar a escrever com “S”, como todos os outros.

Infelizmente eu pareço ser uma das únicas pessoas a ter adotado a mudança, e tenho certeza de que quando escrevo Singapura o leitor pensa que sou eu quem está escrevendo errado. Além do mais, até no site do Itamaraty Singapura está com “C”… E eu estou prestes a mandar um e-mail para o Ministro...

Mas como sei que não adianta eu falar que é com “S” e não com “C”, consultei uma amiga que não só é professora de português (aka Miss Monte, praticamente o Pasquale da nova geração), como também mestra e doutoranda, para provar para o mundo de uma vez por todas que é Singapura e não Cingapura:

Base III
Da homofonia de certos grafemas consonânticos*
Dada a homofonia existente entre certos grafemas consonânticos, torna-se necessário diferenciar os seus empregos, que fundamentalmente se regulam pela história das palavras. É certo que a variedade das condições em que se fixam na escrita os grafemas consonânticos homófonos nem sempre permite fácil diferenciação dos casos em que se deve empregar uma letra e daqueles em que, diversamente, se deve empregar outra, ou outras, a representar o mesmo som.
Nesta conformidade, importa notar, principalmente, os seguintes casos: (...)
3.º Distinção gráfica entre as letras2 s, ss, c, ç e x, que representam sibilantes surdas: ânsia, ascensão, aspersão, cansar,conversão, esconso, farsa, ganso, imenso, mansão, mansarda, manso, pretensão, remanso, seara, seda, Seia, Sertã,Sernancelhe, serralheiro, Singapura, Sintra, sisa, tarso, terso, valsa; abadessa, acossar, amassar, arremessar, Asseiceira,asseio, atravessar, benesse, Cassilda, codesso (identicamente Codessal ou Codassal, Codesseda, Codessoso,etc.), crasso,devassar, dossel, egresso, endossar, escasso, fosso, gesso, molosso, mossa, obsessão, pêssego, possesso, remessa,sossegar; acém, acervo, alicerce, cebola, cereal, Cernache, cetim, Cinfães, Escócia, Macedo, obcecar, percevejo; açafate,açorda, açúcar, almaço, atenção, berço, Buçaco, caçange, caçula, caraça, dançar, Eça, enguiço, Gonçalves, inserção, linguiça,maçada, Mação, maçar, Moçambique, Monção, muçulmano, murça, negaça, pança, peça, quiçaba, quiçaça, quiçama, quiçamba,Seiça (grafia que pretere as erróneas/errôneas Ceiça e Ceissa), Seiçal, Suíça, terço; auxílio, Maxilimiliano, Maximino, máximo, próximo, sintaxe. (...)
Com a palavra, Ms. Monte:

“A homofonia nada mais é que o mesmo som produzido com letras diferentes (ex.: casa e azar). O som é o mesmo tanto para -sa- quanto para -za-. Grafema, grosso modo, é sinônimo de letra, mas sempre pensando nela como ligada a uma representação sonora. Neste 3o tópico da Base III, listam-se as palavras grafadas com s, ss, c, ç e x, cujo som seja de sibilantes (que sibilam, aquele som da cobra, sabe?) e que tem a grafia variante. Então, se antes se escrevia Cingapura, recomenda-se agora que se escreva somente Singapura.

No acordo de 1945, já constava um texto muito parecido com esse, inclusive com os exemplos dados. Porém, encontrei a seguinte observação sobre a questão:

"Apesar de Singapura fazer parte do exemplário, não estão previstos os casos em que a tradição lexicográfica portuguesa e a brasileira divergem nas designações toponímicas, por exemplo em Singapura/Cingapura."

O que significa que no Brasil tradicionalmente se grafa Cingapura. Como a ideia agora é unificar, o mais lógico que seria que passássemos a grafar Singapura, como já faz Portugal e como está previsto no Acordo.”

E se nos acostumamos com a queda do trema  e com o fato de ideia não ter mais acento, não estaria também na hora de começarmos a escrever Singapura com “S” maiúsculo?

sábado, 5 de março de 2011

Dicas para brasileiros em Singapura

Mesmo tendo considerado minha adaptação em Singapura relativamente fácil, ainda sinto falta de algumas coisas práticas que adoraria ter acesso no meu dia a dia.

Com isso em mente, preparei uma lista de coisas que podem ajudar ainda mais! Já que tanta coisa vai ser diferente, nada como poder trazer um ar de familiaridade para sua nova vida.

- kit manicure: seu esmalte preferido, porque apesar de aqui haver um salão em cada esquina e milhares de cores maravilhosas (a maioria sendo da OPI), nada como usar aquele Rendinha que você está acostumada; palito (traga um pacote de palitos de unha e tente ensinar a sua manicure aqui a usá-lo ao invés de tirar o excesso do esmalte com a unha dela, uma das coisas mais aflitivas ever); lixas daquelas mais básicas.
- tinta de cabelo: se você pinta o cabelo, sugiro trazer vários tubos da sua tinta, porque apesar das grandes marcas serem vendidas aqui, pode haver diferença na cor... E se você não for muito aventureira, melhor garantir sua tranquilidade e evitar um “bad hair month”.
- remédios: apesar de básico, tinha que entrar na lista. Nada como a sua farmacinha personalizada, com os remédios que você está acostumada. Aqui precisa de receita médica pra quase tudo, e nem anticoncepcional se compra sem receita. Além dos remédios de cólica que você já sabe que funcionam para você.
- rodo:  esse vai parecer o tópico mais esdrúxulo da lista, mas acreditem, faz falta. Até agora só encontrei rodinho de pia e um bem mais ou menos no Mustafá (shopping 24H em Little Índia), mas pra quando você quer lavar o chão da cozinha, da varanda, do banheiro... o rodo é seu amigo!
- já que estamos no tópico limpeza... pano de chão, daqueles de saco, também fazem falta. Claro que você pode usar uma toalhinha, mas eficiente igual ao pano de chão brasileiro, vai ser difícil...

- um pacote de farofa: porque você encontra arroz e feijão aqui, mas de vez em quando falta uma farofinha (neta de baiano, acredito que farofa combina com tudo). E o ingrediente alternativo é semolina, mas apesar de ficar gostoso e relativamente parecido, não é exatamente igual à boa e velha farinha Deusa.

Aliás, comidas em geral não são um problema pra quem não vive sem a comidinha brasileira.  Aqui tem mais de 4 restaurantes rodízio (que não são 100% idênticos mas quebram o galho), tem uma moça que vende coxinha e pastel por encomenda, um chef de cozinha/churrasqueiro pra contratar quando você quer dar uma festa, dá pra comprar picanha, sal grosso, cachaça... até guaraná! Já encontrei bolacha Bono de chocolate num mercadinho e ouvi dizer que tem uma loja que vende requeijão (apesar de ter ido lá quatro vezes e nunca ter encontrado). Aqui tem produtos da Sadia/Perdigão (frango congelado, salsicha e pizza), vende polvilho pra fazer pão de queijo, leite condensado...

Tem loja da Havaianas.
Tem loja de biquíni e roupa de ginástica brasileira.
Tem CD de música brasileira tocando até no supermercado.
Vira e mexe tem um show (Bebel Gilberto, Bossacucanova, bateria da Beija-flor, Os Mutantes e Gilberto Gil são alguns exemplos).
Tem grupo de capoeira, aula de samba, grupo de atividades pra crianças brasileiras...
Tem aproximadamente 2.000 brasileiros que você vai encontrar o tempo todo em um dos vários eventos que acontecem pela cidade.

Singapura é tão pequena, que com o tempo você vai acabar se sentindo numa vila. E quando a sua farofa acabar, sempre tem alguém chegando com mais um carregamento...


PS1- Sei que não sou das mais exigentes, por isso a lista é bem básica, mas conheço brasileiros aqui que trazem até arroz do Brasil (sendo que a Ásia tem dezenas de tipos de arroz, mas eles gostam mesmo é do nosso!) – e muitos que trazem carne seca, bacalhau e outras coisas que pra mim simplesmente não fazem falta no dia a dia e fico feliz em comer isso só quando vou para o Brasil.


PS2 - Quem tiver sugestões para a lista, escreve nos comentários!

PS3- estou preparando uma série de posts sobre o Brasil em Singapura, aguardem!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Custo de vida

Recebo muitos e-mails de pessoas querendo saber sobre o custo de vida em Singapura. Bem, a consultoria ECA International realizou uma pesquisa sobre as cidades mais caras da Ásia e Singapura teve lugar garantido no pódio.

No primeiro lugar está Tóquio (que no ranking mundial só perde para Luanda, em Angola), seguida de Hong Kong e Singapura. Seoul ocupa a quarta posição.

Recentemente o valor do aluguel vem subindo na Ásia, impulsionado pelo crescimento econômico, o fortalecimento de moedas asiáticas e o crescente número de expatriados na região.

A ECA afirmou ainda que durante a crise de 2009 o preço do aluguel para um apartamento de dois quartos em Singapura caiu 17%, situação  que foi revertida no ano passado quando o preço dos aluguéis subiu 15%.

Isso quer dizer que eu, que cheguei aqui em 2009 e assinei um contrato de aluguel de apenas dois anos, vou ter que sair em busca de um novo lar. E, com os preços como estão agora, duvi-d o-dó que consiga encontrar um apartamento legal numa região tão central como a que moramos hoje.

Veremos...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Thaipusam festival


E não é que eu tive estômago para assistir o tal festival hindu onde os homens fazem uma procissão com estandartes enormes espetados pelo corpo?

Optei por ver a chegada da procissão, e não o começo, onde eles estão sendo espetados. Mas eu vi a retirada dos espetos e já foi difícil o suficiente entender porque alguém se submete a isso em nome da fé.

Thaipusam é o festival hindu celebrado pela comunidade tâmil da Índia, Malásia e Singapura,  durante a lua cheia no mês tâmil de Thai (janeiro/fevereiro).  O festival comemora a ocasião em que Parvati deu a Murugan uma lança para que ele pudesse vencer o demônio Soorapadman.

Esse culto cerimonial consiste no sacrifício físico que os devotos fazem para implorar a ajuda de Murugan, deus tâmil da guerra.

Em geral, os hindus fazem uma promessa de oferecer o kavadi para tentar impedir que uma desgraça aconteça – pode ser por exemplo uma tentativa para salvar um filho doente.

Existem diversos tipos de estandartes ou objetos diferentes que as pessoas carregam na procissão de 4km de um templo em Little India até outro – e ainda por cima descalças. Os mais simples são um recipiente com leite que eles carregam na cabeça (hoje vi mais mulheres carregando leite) – e os mais elaborados envolvem piercings em todo o tronco, braços, pernas,  língua e bochechas.


Vi homens com limões presos por anzóis nas costas. Outro tinha uma lança que atravessava a boca pelas bochechas. Muitos tinham as línguas perfuradas (além de toda aquela estrutura decorada com penas de pavão e objetos dourados espetando as costas e a barriga).



Não  bastando o fato do fulano estar todo espetado como boi no rolete e enfeitado como um carro alegórico, na entrada do templo antes de subir os degraus alguns ainda calçavam sandálias de pregos para completar a reta final. Sim, pregos.

Mas o mais impressionante é a devoção deles. Eles andaram 4km em sabe-se lá quanto tempo, rodeados de familiares e amigos tentando incentivá-los (quase como uma maratona em que os torcedores acompanham o corredor) e quando chegam na porta do templo ainda tem que fazer uma dancinha com o som dos tambores vindo e dentro do templo. Dançar com aquilo tudo de piercing  e anzol no corpo não deve ser coisa fácil. É preciso ter muita fé para se submeter a um sacrifício desses, mas eu não vi nem um fiel sequer fazendo cara feia.

O templo de chegada estava lotado de todo tipo de gente, mas os hindus, até agora o povo mais aberto quando se trata de religião que já vi, eram maioria. Qualquer um é bem vindo e ninguém pareceu se incomodar com os dezenas de turistas boquiabertos fotografando cada detalhe.

No final vi uma senhora carregando um pote com leite na cabeça e que, na entrada do templo parecia que ia desmaiar. Alguns homens foram acudi-la rapidamente, mas ao invés de retirar o pesado pote da cabeça dela, e ajudá-la a sair da procissão (como imagino que fariam em qualquer outra situação), eles recolocaram o pote na cabeça dela e seguraram os dois braços abertos da mulher que, sob protestos, recebeu aquela pintura da tinta branca na testa que os hindus usam (bindi em híndi, pottu em tâmil). Em 10 segundos aquela senhora que estava quase desmaiando e tentando se libertar das mãos daqueles homens, começou a pular, dançar e cantar num transe tão intenso que eu só pensava que ela estava drogada ou possuída. E assim seguindo, pulando com os dois braços presos pelos dois marmanjos, para dentro do templo.



Infelizmente eu não tinha ninguém para me explicar o que eu estava vendo. O que escrevi aqui encontrei no Wikipédia, e sei que tem uma grande chance de estar errado. Mas eu quis escrever esse post assim que cheguei em casa, para tentar transmitir o que senti ao ver esse festival.

Mas pra falar a verdade, nem eu sei o que senti. Talvez precise de um dia ou dois para digerir o que vi e verificar as informações que o Google me trouxe...

Não deixem de ver as fotos que coloquei no Flickr @/  e me corrigir caso tenha passado alguma informação errada.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um ano novo


Não vou começar o primeiro post do ano me desculpando por não ter escrito nada desde novembro (sendo que os últimos posts não foram necessariamente textos elaborados). Já mudamos até de década, então decidir olhar pra frente e falar do que 2011 nos reserva.

Passei a virada do ano na casa de um amigo de frente para a Marina Bay. Foi nosso primeiro Réveillon em Singapura, e eu tinha altas expectativas com os fogos de artifício mas acabei me decepcionando porque aparentemente a data não é tão importante aqui quanto o Ano Novo Chinês ou o National Day (e foi um fumacê...).





Falando em Ano Novo Chinês, o ano do coelho tem início no começo de fevereiro (3 e 4) – e a cidade já está quase toda decorada. Três semanas antes da “virada” o Festive Night Market já está rolando em Chinatown e até a Ikea já está vendendo coisas com desenho de coelho (ano passado eu comprei pantufas de tigre, um arraso!).  Então sei que nas próximas semanas podemos esperar muitas bugigangas vermelhas e douradas pra todo canto, muito barulho com a tradicional Lion dance que acontece na cidade inteira e, espero, muitos fogos de artifício para compensar a pobreza do Réveillon.

Na ressaca do Ano Novo Chinês acontece a Chingay Parade (11 e 12/fev), que é tipo o Carnaval da Sapucaí – que eu nunca vi e portanto ainda não posso comentar. Mas ano passado algumas amigas até desfilaram no bloco brasileiro. Sim, tem um bloco brasileiro e não – nem a pau eu penso em desfilar.

Voltando um pouco, em janeiro acontece o Thaipusam, um festival que me atrai e repulsa ao mesmo tempo: é quando os devotos hindus andam pela Serangoon Road se espetando com kavadi ... É preciso estômago pra ver isso ao vivo, então ainda não decidi se vou (já que me impressiono até vendo Grey’s Anatomy na TV).

Também tem muita exposição boa rolando ou pra começar, inclusive a Retrospectiva do Valentino e a Art Stage Singapore, um evento internacional que reúne 110 galerias de diversas partes do planeta. Ainda tem o ArtScience Museum que inaugura em fevereiro no Marina Bay Sands e a Singapore Biennale 2011 de março a maio. 

O ano também está começando bem para quem gosta de música. Akon, Taylor Swift, Eric Clapton, Iron Maiden, Eagles, Santana e Michael Bublé são alguns dos shows que acontecem até março. Até Os Mutantes vão tocar aqui em março!!

Pra quem prefere musicais 2011 começa com uma temporada do Rocky Horror Show (um tanto polêmica já que o filme era proibido em Singapura até 2003) de 5 a 16/janeiro e traz a produção original do Lion King para estrear o teatro do Marina Bay Sands.

Ainda não sei se o ano todo será intenso desse jeito ou se as melhores atrações estão concentradas nos primeiros meses de 2011, só sei que é inspirador começar o ano assim!

Feliz Ano Novo pra todo mundo! 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Vídeo

Voltei!!

A ausência levou mais tempo do que o esperado, mas estou de volta. Enquanto preparo novos posts, deixo vocês com um vídeo feito pela Reuters sobre Singapura.

Mas não vão sair pensando que todo mundo aqui é milionário, porque essas reportagens nunca mostram a vida das pessoas normais - só das minorias

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Recesso

Interrompemos nossa programação normal para informar que a dona e única contribuidora desse blog está de férias no Brasil.

E já que ia cruzar o mundo para ir no casamento da minha querida amiga e votar contra a Dilma, me empolguei e resolvi ir também para a Holanda visitar os parentes e para NYC com mami e vovó (precisa de motivo?).

Volto lá pro final de outubro, se eu não extraviar no caminho.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

YOG - balanço

E então num piscar de olhos os Jogos Olímpicos da Juventude acabaram!! Foram sete dias de trabalho intenso, correria, calor e muitas risadas!

Quando me inscrevi como voluntária, nãosabia muito bem o que esperar. Às vésperas do início dos jogos me informaram qual seria meu local de trabalho: o estádio de Bishan, onde aconteceriam as competições de ginástica olímpica e atletismo. Num primeiro momento eu não tive a noção da sorte que tive ao ser selecionada para trabalhar em Bishan. Mal sabia eu que a primeira medalha de ouro que o Brasil ganharia nas olimpíadas seria conquistada lá – e muito menos que seria durante o meu turno!!

Tive a sorte de assistir de perto a diversas competições, aprendi muito sobre atletismo e ginástica olímpica, conheci muita gente nova, conversei com vários atletas brasileiros, interpretei quatro entrevistas para TV (e inúmeras para mídia impressa), desenferrujei meu espanhol, e no final do dia (ou noite) voltava para casa exausta e feliz!!

É uma pena que tudo tenha acontecido tão rápido, mas vou guardar excelentes lembranças desses dias de trabalho nos primeiros Jogos Olímpicos da Juventude! E preciso dizer que gostei bem desse negócio de olimpíadas, quem sabe não vou para Londres em 2012? :)

O Brasil volta de Singapura com sete medalhas (3 ouros, 3 pratas e 1 bronze). E eu tive a sorte de ver ao vivo o Brasil levar três: Caio dos Santos, que levou o ouro para o salto em distância e revezamento, e o Thiago da Silva, que levou a prata para salto com vara. O Caio e o Thiago são dois atletas com muito potencial, e ainda vamos ouvir falar muito deles!

Vejam o Caio no salto que garantiu o ouro para o Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=Dh3bLRYJkiY


Thiago ganhando a medalha de prata: http://www.youtube.com/watch?v=aL-6SbzZ1Ls

E agora, vejam a mc em ação na entrevista com o Caio!!

video